Feira de Santana: Mercado de Arte Popular sedia show do grupo Chorinho Entre Amigos

Grupo tradicional de Feira de Santana celebra três décadas de atuação e mantém viva a tradição do choro com apresentações no Mercado de Arte Popular.
Grupo tradicional de Feira de Santana celebra três décadas de atuação e mantém viva a tradição do choro com apresentações no Mercado de Arte Popular.

O grupo Chorinho Entre Amigos, com quase três décadas de trajetória, continua a difundir o choro em Feira de Santana e outras cidades do Brasil. Com três CDs gravados e um vasto histórico de apresentações, o conjunto prepara-se para atender a diversos convites, iniciando sua agenda de apresentações em novembro no Mercado de Arte Popular (MAP). O grupo é reconhecido por preservar o chorinho, um gênero musical genuinamente brasileiro, com características que incluem improvisação e virtuosismo dos instrumentistas.

O Chorinho Entre Amigos teve origem no antigo bar do violonista Didi (João Dias), onde músicos e amigos se reuniam para tocar de maneira descontraída. Ao longo dos anos, o grupo passou por mudanças significativas, incluindo a perda de importantes integrantes. O falecimento de Mirinho (Almir Ferreira Silva), há 16 anos, representou um grande desafio para os músicos, mas o grupo se reestruturou conforme o pedido de seu antigo colega, contando com a entrada do músico Laerte, oriundo do Rio Grande do Sul, para fortalecer a nova formação.

A atual formação do grupo inclui Didi no violão, Laerte no violão de sete cordas e cavaquinho, Carlos no bandolim, Felipe no pandeiro, Luciano no rebolo, Douglas no tan-tan e a vocalista Ericka, que substituiu a anterior Marriete. O repertório do grupo mescla composições autorais e clássicos do choro, como “Pedacinhos do Céu”, “Brasileirinho” e “André de Sapato Novo”.

A trajetória do choro no Brasil remonta ao final do século XIX, quando músicos adaptaram composições europeias como polcas e marchas, criando um estilo mais fluido e expressivo. O gênero, que se consolidou nos salões de baile do Rio de Janeiro, é caracterizado por sua estrutura instrumental, geralmente composta por violões, cavaquinho, bandolim e flauta. Outros instrumentos podem ser adicionados, como saxofone, sanfona e até utensílios domésticos, mas a formação básica é considerada essencial.

O choro brasileiro tem em Pixinguinha um dos seus maiores expoentes. Compositor de “Carinhoso”, Pixinguinha iniciou sua carreira ainda jovem e influenciou diversas gerações de músicos. Outros nomes consagrados do gênero incluem Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo e Garoto (Aníbal Augusto Sardinha), este último conhecido internacionalmente como “o homem dos dedos de ouro” e que chegou a tocar para o presidente Roosevelt na Casa Branca.

Com a preservação do choro como objetivo central, o Chorinho Entre Amigos busca manter viva essa tradição musical, proporcionando ao público a experiência do gênero que mistura técnica e emoção. As apresentações no MAP prometem atrair tanto apreciadores de longa data quanto novos admiradores, reafirmando o papel do grupo na difusão da música popular brasileira.


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