Na aproximação da Cúpula dos Líderes do G20, marcada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro, o Brasil concluiu em Washington, no dia 24 de outubro, a última reunião da Trilha de Finanças, sob a coordenação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro expressou satisfação com os resultados dos comunicados aprovados por consenso, destacando que estes refletem as intenções previamente anunciadas pelo Brasil ao assumir a presidência do grupo no final de 2023.
Durante este encontro, o Brasil apresentou a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica, conhecida pela sigla BIP. Este mecanismo visa facilitar investimentos internacionais em projetos estratégicos voltados para o desenvolvimento sustentável do país, priorizando a transição ecológica e o enfrentamento da mudança climática. Além disso, o Brasil avançou em outras pautas da agenda, como a Aliança Global Contra a Fome e a reforma dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, assegurando que estes instituições estejam mais preparadas para lidar com os desafios enfrentados por países de baixa e média renda.
Uma das propostas que ganhou destaque durante as discussões é a taxação de grandes fortunas, que pode gerar uma arrecadação de até US$ 250 bilhões anuais, conforme estimativas do governo. O último comunicado da Trilha de Finanças aponta para uma maior cooperação entre os países para garantir que os indivíduos de altíssimo patrimônio sejam adequadamente tributados. O professor Bruno de Conti, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considerou a proposta irrefutável diante do crescimento da desigualdade social, embora tenha ressaltado que sua implementação seja um desafio, dada a falta de um mandato coercitivo do G20.
Enquanto Haddad participava das reuniões do G20, a 16ª Cúpula do BRICS ocorria em Kazan, destacando a busca por maior representatividade do Sul Global. De Conti observou que, embora os países do BRICS procurem fortalecer sua posição, isso provoca reações do Norte Global, evidenciando uma grande fissura entre as demandas dos dois blocos. Ele citou a proposta do BRICS de incentivar transações comerciais usando moedas nacionais em vez do dólar, o que gerou resistência por parte dos Estados Unidos.
*Com informações da Sputnik News.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




