A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (04/10/2024) que a União Europeia seguirá adiante com a implementação de tarifas sobre veículos elétricos fabricados na China, mesmo após a rejeição dessas tarifas pela Alemanha, que é a maior economia do bloco. As taxas propostas podem chegar a até 45% e, segundo estimativas, podem custar bilhões de dólares adicionais para as montadoras que pretendem importar esses veículos para o mercado europeu. A imposição dessas tarifas deve ocorrer a partir do próximo mês, com um período de validade de cinco anos.
A decisão da Comissão Europeia vem após uma investigação antissubsídios que durou um ano, que identificou o que o órgão considera como “subsídios chineses injustos” à indústria de veículos elétricos. Embora tenha afirmado que pretende combater essa prática, a Comissão também indicou que continuará as negociações com Pequim, tentando encontrar um equilíbrio nas relações comerciais.
A Alemanha, representando um papel significativo na economia europeia, votou contra as tarifas, conforme relatado por uma fonte da União Europeia à Reuters. Essa oposição levanta questões sobre a unidade interna do bloco em relação às políticas comerciais e às pressões econômicas provenientes de mercados externos.
A resposta da China não tardou. O governo chinês solicitou à União Europeia que adie a implementação das tarifas e evite o aumento das tensões comerciais. A Câmara de Comércio da China com a União Europeia expressou forte insatisfação com as decisões do bloco, alegando que essas medidas são um exemplo de “protecionismo comercial”.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, manifestou sua preocupação com a aprovação das tarifas, caracterizando a situação como um movimento em direção a uma “Guerra Fria econômica”. Segundo Orbán, essas tarifas representam uma “enorme ameaça” para a Hungria, que tem uma economia fortemente dependente da exportação de veículos elétricos alemães que utilizam baterias chinesas. O governo húngaro também discutiu a necessidade de desenvolver um conceito de “neutralidade econômica” durante uma reunião de gabinete de dois dias realizada nesta semana, com o objetivo de manter laços econômicos sólidos com economias orientais, como a da China, em meio à crescente divisão econômica global.
Essas discussões e decisões destacam a complexidade das relações comerciais entre a União Europeia e a China, bem como as diferentes posições e interesses dos Estados-membros do bloco, que precisam ser considerados ao formular políticas que impactam suas economias.
*Com informações da Sputnik News.
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