Nas eleições municipais de 2024, onze deputados federais foram eleitos para o cargo de prefeito, sendo que dois assumirão prefeituras em capitais. Abilio Brunini (PL), em Cuiabá (MT), e Paulinho Freire (União), em Natal (RN), foram eleitos no segundo turno, realizado em 27 de outubro. Outros seis deputados que concorreram ao cargo de prefeito no segundo turno, em capitais como São Paulo e Porto Alegre, ficaram em segundo lugar na disputa.
A eleição de deputados federais para cargos de prefeitos foi uma característica marcante do pleito deste ano, que contou com 82 parlamentares candidatos: 73 concorreram a prefeituras, dois a vice-prefeituras e sete a cadeiras em câmaras municipais. Esse movimento de deputados em direção às prefeituras reflete tanto a busca por novos papéis políticos locais quanto a possibilidade de influenciar diretamente as políticas públicas nas suas regiões de origem.
No primeiro turno, realizado em 6 de outubro, seis deputados federais já haviam garantido suas eleições para prefeitos, consolidando-se em seus respectivos municípios. Entre os eleitos, destacam-se Alberto Mourão (MDB), em Praia Grande (SP); Carmen Zanotto (Cidadania), em Lages (SC); Dr. Benjamim (União), em Açailândia (MA); Gerlen Diniz (PP), em Sena Madureira (AC); Hélio Leite (União), em Castanhal (PA); e Washington Quaquá (PT), em Maricá (RJ).
Os cinco deputados eleitos no segundo turno para as prefeituras são:
- Abilio Brunini (PL) – Cuiabá (MT);
- Paulinho Freire (União) – Natal (RN);
- Márcio Correa (PL) – Anápolis (GO);
- Naumi Amorim (PSD) – Caucaia (CE);
- Ricardo Silva (PSD) – Ribeirão Preto (SP).
Por outro lado, seis deputados que concorriam em capitais no segundo turno não obtiveram êxito e ficaram em segundo lugar. Entre eles estão André Fernandes (PL) em Fortaleza (CE), Capitão Alberto Neto (PL) em Manaus (AM), Delegado Éder Mauro (PL) em Belém (PA), Guilherme Boulos (Psol) em São Paulo (SP), Maria do Rosário (PT) em Porto Alegre (RS) e Natália Bonavides (PT) em Natal (RN).
Em comparação com as eleições municipais de 2020, que registraram oito deputados eleitos para prefeituras – incluindo quatro em capitais –, o resultado deste ano demonstra um aumento no número de parlamentares federais que optaram por disputar o Executivo municipal. Esse movimento reflete uma reconfiguração de forças no cenário político, evidenciando a importância estratégica das prefeituras e a tendência de lideranças nacionais migrarem para funções executivas locais.
A posse dos deputados eleitos será um marco para as cidades, uma vez que seus mandatos no Congresso serão interrompidos, exigindo uma recomposição das forças na Câmara dos Deputados. Esse fenômeno cria, por sua vez, um novo contexto de representatividade e influencia diretamente as articulações no Legislativo federal.











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