A Polícia Federal (PF), em parceria com órgãos de fiscalização ambiental e outras forças policiais, tem intensificado as operações para investigar e reprimir incêndios criminosos em diversas regiões do Brasil. Até o momento, foram instaurados 101 inquéritos para apurar as queimadas ilegais, que afetam gravemente o meio ambiente e a biodiversidade, além de contribuírem para o desmatamento e as mudanças climáticas.
As investigações da PF envolvem o uso de imagens de satélite e tecnologia avançada para identificar os focos de incêndio e suas causas. Peritos especializados são enviados aos locais afetados para coletar evidências, com o objetivo de responsabilizar os autores materiais e mandantes dos crimes ambientais. A ação coordenada com governos estaduais e federais visa a garantia de uma resposta eficiente e integrada no combate às queimadas.
Além das ações imediatas, a PF desempenha um papel crucial no Plano Amas: Amazônia, Segurança e Soberania, voltado para o fortalecimento da segurança pública na Amazônia Legal. Esse plano inclui a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), que reunirá oficiais de ligação de diversos países, representantes das secretarias de segurança pública dos estados da Amazônia Legal e membros de órgãos federais como a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O Plano Amas conta com um investimento de R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para combater atividades ilegais na Amazônia, como o desmatamento e o garimpo clandestino. A Polícia Federal, em conjunto com outros órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), tem como foco o desenvolvimento de ações de inteligência para desarticular a cadeia criminosa que opera na região.
Entre as principais ações da PF contra as queimadas, destacam-se operações em diversas regiões. No Amazonas, 250 hectares de mata nativa foram encontrados derrubados e queimados nos municípios de Boca do Acre e Lábrea. No Acre, uma operação resultou na apreensão de 1.100 cabeças de gado e dois indivíduos foram presos por desmatamento e incêndio em área pública federal.
Na Chapada dos Veadeiros (GO) e no Distrito Federal, a PF instaurou quatro inquéritos para apurar os responsáveis pelos incêndios que atingiram o Parque Nacional da Chapada e outras áreas protegidas. Em Rondônia, ações em terras indígenas revelaram grande devastação, enquanto, em Roraima, um suspeito foi preso durante operação de fiscalização ambiental.
Essas ações fazem parte de um esforço coordenado para combater as queimadas ilegais e responsabilizar os envolvidos, preservando o patrimônio ambiental e a biodiversidade do Brasil.
1. Inquéritos e investigações:
- 101 inquéritos instaurados pela Polícia Federal para apurar incêndios florestais criminosos.
- Uso de tecnologia avançada, como imagens de satélite, para identificar focos de incêndio.
2. Operações e ações específicas:
- Amazonas (Boca do Acre e Lábrea): 250 hectares de mata nativa derrubados e queimados, com prisão de um indivíduo.
- Acre: Área de 950 hectares desmatada e incendiada, com prisão de dois indivíduos e apreensão de 1.100 cabeças de gado.
- Chapada dos Veadeiros (GO) e Distrito Federal: Quatro inquéritos instaurados para apurar os responsáveis por incêndios em áreas protegidas.
- Rondônia (Terras Indígenas): Ações de combate a incêndios na Terra Indígena Uru Eu Wau Wau e prisão de um invasor.
- Roraima (Caracaraí): Prisão de responsável por incêndio em área rural e descoberta de estrutura organizada para queimadas ilegais.
3. Parcerias e colaboração:
- Atuação conjunta da Polícia Federal com órgãos de fiscalização ambiental, governos estaduais, forças policiais e o Governo Federal.
- Criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia) para integrar esforços de segurança na região.
4. Plano Amas (Amazônia, Segurança e Soberania):
- Foco no combate ao desmatamento ilegal, garimpo clandestino e crime organizado.
- R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, destinados às operações.
- Integração de forças de segurança estaduais e federais no Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
5. Equipamentos e apreensões:
- Apreensão de armas de fogo, motosserras, galões de combustível e óleo de motor, entre outros materiais usados no desmatamento e queimadas.
- Apreensão de 1.100 cabeças de gado, veículos e outros itens relevantes durante operações no Acre.
Share this:
- Print (Opens in new window) Print
- Email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Share on X (Opens in new window) X
- Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Share on Tumblr (Opens in new window) Tumblr
- Share on Telegram (Opens in new window) Telegram











Deixe um comentário