O presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (26/09/2024), dirigindo-se aos líderes mundiais com duras críticas à atuação de Israel em Gaza. Em sua fala, Abbas afirmou que o povo palestino não deixará sua terra natal e, em referência à presença israelense, declarou que “se alguém tiver que sair, serão os usurpadores ocupantes”. O discurso teve como foco a acusação de genocídio, além da apresentação de um plano de 12 pontos para a fase pós-guerra na região.
Durante seu discurso, Abbas denunciou o que descreveu como um dos crimes mais graves da atualidade, afirmando que o Estado de Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza, com um número de vítimas que, segundo ele, já ultrapassa 40 mil mortos e 100 mil feridos. O presidente palestino descreveu a situação em Gaza como uma crise humanitária sem precedentes, destacando a escassez de água potável, medicamentos e o aumento das doenças. Abbas relatou ainda que mais de dois milhões de palestinos foram deslocados, muitos deles forçados a fugir repetidamente em busca de segurança, e que os ataques também atingem palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém.
O presidente do Estado da Palestina rejeitou as alegações do primeiro-ministro israelense de que as forças israelenses não mataram civis inocentes, discurso feito em julho no Congresso dos Estados Unidos. Abbas afirmou que a realidade no terreno desmente tais alegações, apontando para o elevado número de vítimas civis nos territórios palestinos.
Em um dos pontos centrais de seu discurso, Abbas apresentou uma proposta de 12 pontos para o que chamou de “dia seguinte”, referindo-se ao período pós-guerra em Gaza. A proposta inclui um cessar-fogo abrangente e permanente, o fim da violência militar e de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, e a retirada total de Israel da Faixa de Gaza, sem zonas de segurança ou anexações. Abbas destacou que é necessária ajuda humanitária regular e suficiente para Gaza, além de medidas para evitar novos deslocamentos forçados em todo o território palestino ocupado.
Além disso, Abbas pediu proteção internacional para os palestinos que vivem nos territórios ocupados, argumentando que a Palestina não tem capacidade para combater Israel militarmente e que o que busca é proteção para seu povo. Ele também defendeu que o Estado da Palestina deve assumir a responsabilidade pela administração de Gaza e exercer jurisdição sobre a região, incluindo o controle dos postos de controle fronteiriços.
O discurso de Abbas também foi marcado pela ênfase em que, embora o Estado da Palestina reconheça Israel, o contrário não ocorre. Ele concluiu afirmando que busca uma solução que permita a coexistência pacífica entre os Estados da Palestina e de Israel, com segurança e estabilidade para ambos.
*Com informações da ONU News.
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