Secretaria da Saúde da Bahia critica fechamento de UPAs em Camaçari e alerta para sobrecarga no sistema estadual

A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, criticou, nesta terça-feira (15;10/2024), a gestão municipal de Camaçari pelo fechamento de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o que, segundo ela, tem sobrecarregado o sistema de saúde estadual. Durante entrevista a veículos de imprensa, Santana destacou a falta de diálogo entre a prefeitura e o governo do estado para solucionar os problemas na área da saúde, apontando que a ausência de propostas municipais tem gerado graves consequências para o atendimento à população local.

De acordo com a secretária, a UPA da Nova Aliança, fechada pela prefeitura, é um exemplo dos serviços que deveriam estar aliviando a carga sobre o Hospital Geral de Camaçari, mantido pelo governo estadual.

“O hospital tem absorvido casos de baixa e média complexidade que deveriam ser atendidos em unidades municipais. Quando o município fecha portas de atendimento, a população acaba recorrendo ao hospital, que deveria estar focado em casos mais graves”, explicou Roberta Santana.

Segundo dados apresentados pela titular da pasta, mais de 80% dos atendimentos no Hospital Geral são de pacientes que deveriam ser encaminhados para postos de saúde ou UPAs.

Falta de Gestão na Saúde Municipal

Santana também mencionou a importância de uma cidade com mais de 300 mil habitantes manter e ampliar seus serviços de saúde, em vez de reduzi-los. Ela classificou o fechamento das UPAs como uma medida que contraria a lógica da saúde pública, uma vez que a ampliação da oferta de atendimento é essencial para o bom funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “O que está faltando em Camaçari é uma gestão comprometida com a população”, afirmou a secretária.

A titular da pasta estadual ainda acusou a prefeitura de não utilizar de forma eficiente os recursos destinados à saúde. “Camaçari negligenciou a necessidade de cirurgias eletivas dos seus moradores, executando menos de 1% dessas intervenções. O Governo do Estado tem buscado mitigar essa situação por meio de feiras itinerantes, que já realizaram mais de 19 mil atendimentos”, ressaltou Santana, referindo-se aos esforços do estado para atender à demanda crescente da população.

Sobrecarga no Consórcio Regional

Outro ponto destacado por Santana foi a atuação da Policlínica Regional, que tem atendido milhares de moradores de Camaçari, suprindo as falhas na gestão municipal. A prefeitura, no entanto, ainda deve ao consórcio de saúde, o que sobrecarrega os demais municípios participantes.

“A ausência de representantes da Prefeitura na assinatura da ordem de serviço para a construção da nova Policlínica Regional de Saúde, a primeira do Brasil, reforça o descaso da administração local, que tem negligenciado serviços essenciais”, concluiu a secretária.

A nova Policlínica Regional, que está em fase de construção, visa ampliar o atendimento especializado na região, mas a falta de participação da prefeitura de Camaçari no projeto levanta preocupações sobre o compromisso da administração municipal com o desenvolvimento de serviços de saúde.


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