TRE do Rio de Janeiro declara Marcelo Crivella inelegível por oito anos

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro, e o empresário Rafael Alves são condenados à inelegibilidade até 2028 devido a um esquema de corrupção.
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro, e o empresário Rafael Alves são condenados à inelegibilidade até 2028 devido a um esquema de corrupção.

A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu, em julgamento recente, declarar Marcelo Crivella, deputado federal e ex-prefeito da cidade do Rio de Janeiro, inelegível por um período de oito anos. A condenação é resultado de um processo que investiga um suposto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio durante a gestão de Crivella, conhecido como “QG da propina”. Além de Crivella, o empresário Rafael Alves também foi condenado. A decisão, que passa a vigorar a partir das eleições municipais de 2020, implica que ambos os condenados perderão seus direitos políticos até 2028. Além da inelegibilidade, cada um deles terá que pagar uma multa no valor de R$ 106.410,00.

Anteriormente, em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já havia cassado os direitos políticos de Crivella em um outro julgamento relacionado a um caso denominado “Guardiões do Crivella”. Neste caso, o ex-prefeito foi acusado de ter contratado funcionários para atuarem em unidades de saúde, com o objetivo de impedir críticas à sua gestão. Durante o julgamento atual, a maioria dos desembargadores do TRE acompanhou o voto do relator, Rafael Estrela, que optou pela manutenção da sentença de primeira instância, que havia decretado a inelegibilidade de Crivella e de Rafael Alves, além da imposição da multa.

Marcelo Crivella foi preso em 2020, a nove dias do término de seu mandato como prefeito. Ele foi acusado de liderar uma organização criminosa, tendo Rafael Alves como um de seus principais colaboradores. Após uma breve detenção, Crivella obteve uma liminar do Superior Tribunal de Justiça, que lhe permitiu cumprir a prisão em regime domiciliar. Posteriormente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, revogou essa sanção.

*Com informações da Sputnik News.

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