Na terça-feira (29/10/2024), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela manutenção da prisão de Rogério Andrade em audiência de custódia realizada no presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica. Este presídio é responsável pela condução da primeira audiência dos presos. De acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Andrade foi posteriormente transferido para a penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, uma unidade de segurança máxima.
Rogério Andrade aguarda tratativas do governo do estado com o Ministério da Justiça para ser encaminhado a um presídio federal de segurança máxima, conforme determinação judicial. A prisão do contraventor ocorreu durante a Operação Último Ato, que foi realizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência. Andrade foi detido em sua residência, localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Na mesma operação, o ex-policial militar Gilmar Eneas Barbosa também foi preso. Por sua condição de policial, Gilmar aguardará julgamento em uma unidade prisional da Polícia Militar, situada em Niterói, região metropolitana do Rio. Ambos foram denunciados à Justiça pelo homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrido em 10 de novembro de 2020, em um estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, também na zona oeste.
Fernando Iggnacio foi assassinado a tiros de fuzil em uma emboscada, após retornar de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que Fernando Iggnacio e Rogério Andrade são, respectivamente, genro e sobrinho do falecido contraventor Castor de Andrade. Os mandados de prisão da operação Último Ato foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri.
Em março de 2021, Rogério Andrade já havia sido denunciado pelo mesmo crime. Contudo, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, trancar a ação penal contra Andrade, alegando falta de provas suficientes que indicassem seu envolvimento como mandante do crime. Posteriormente, um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi instaurado, levando à identificação de sucessivas execuções decorrentes da disputa entre os contraventores Fernando Iggnacio e Rogério Andrade. A nova denúncia aponta que Gilmar Eneas Lisboa foi responsável por monitorar a vítima até o momento de sua execução.
*Com informações da Agência Brasil.









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