Vereadora Tainá de Paula sofre ataque a tiros no Rio de Janeiro

O caso ocorreu em Vila Isabel, e, graças ao carro blindado, a parlamentar e sua equipe não sofreram ferimentos.
O caso ocorreu em Vila Isabel, e, graças ao carro blindado, a parlamentar e sua equipe não sofreram ferimentos.

A vereadora do Rio de Janeiro e candidata à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Tainá de Paula, foi vítima de um atentado a tiros na noite de quinta-feira (03/10/2024), em Vila Isabel, bairro da Zona Norte da cidade. Dois homens armados dispararam contra o veículo no qual Tainá e sua equipe estavam. O carro, que era blindado, impediu que os disparos atingissem os ocupantes, e ninguém ficou ferido. Em nota oficial, a equipe da vereadora confirmou que, apesar da gravidade do ataque, não houve vítimas.

Tainá de Paula também se pronunciou em suas redes sociais, relatando o ataque e afirmando que o atentado não a intimidaria. Segundo sua publicação, os disparos foram feitos na direção de sua porta. Ela reforçou que estava utilizando um carro blindado e destacou a importância de continuar sua jornada política, apesar dos riscos.

Este não foi o primeiro episódio de violência envolvendo a parlamentar. Em 21 de maio, Tainá, sua filha Aurora e sua esposa Suka foram abordadas por dois homens armados enquanto voltavam para casa. Na ocasião, assim como no ataque mais recente, não houve feridos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está investigando o caso, sob a responsabilidade da 20ª Delegacia de Polícia, e, até o momento, a hipótese de motivação política foi descartada. As autoridades acreditam que o ataque pode ter sido resultado de uma tentativa de roubo. A investigação está em andamento, com agentes apurando a autoria do crime.

O Instituto Fogo Cruzado, que monitora a violência armada na região, destacou que o ataque contra Tainá de Paula foi o centésimo caso de violência contra pessoas ligadas à política no Grande Rio desde 2016. Esse número inclui ataques contra candidatos, pré-candidatos, políticos eleitos, assessores e apoiadores. Cecília Olliveira, diretora do instituto, comentou sobre o episódio, fazendo referência ao assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018. Olliveira ressaltou que a repetição desses ataques contra mulheres negras no cenário político exige uma investigação rigorosa.

*Com informações da Agência Brasil.


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