Como parte das atividades do Novembro Negro, o Governo da Bahia, por meio das Secretarias Estaduais da Educação (SEC) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), realizou na segunda-feira (11/11/2024) o lançamento da 10ª edição da Coleção da História da África, uma publicação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O evento, realizado no auditório da SEC, contou com a participação do professor Augustin Holl, presidente do Comitê Científico de Revisão dos oito volumes da História Geral da África, que apresentou a relevância da coletânea como ferramenta para compreensão aprofundada da trajetória africana e suas influências globais.
Representando a Secretaria da Educação, Fábio Barbosa, diretor de execução das Políticas para a Educação Básica da SEC, destacou a série de iniciativas em andamento pelo Governo da Bahia, como o recente Decreto de Regulamentação da Lei nº 14.341 (Lei Moa do Katendê). Essa legislação institui o Programa de Salvaguarda e Incentivo da Capoeira e o Programa Capoeira nas Escolas, além de promover a inclusão do ensino da História e Cultura Afro-brasileira, Africana, Indígena e Quilombola em todas as instituições da Educação Básica da Bahia, com um currículo específico e carga horária mínima. Barbosa ressaltou a importância dessas ações na criação de uma escola alinhada com a realidade dos estudantes e no combate ao racismo estrutural, enfatizando que a coleção fortalece a formação crítica e antirracista.
A secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, presente ao evento, destacou que a coleção da Unesco, desenvolvida em parceria com o Ministério da Cultura, amplia o debate sobre as contribuições teóricas, sociais, econômicas e culturais do continente africano. Segundo ela, o conteúdo é relevante para educadores, coordenadores e gestores escolares, por constituir um recurso importante na implementação das diretrizes voltadas à educação antirracista. Guimarães observou que a escassez de disciplinas que abordem a história afro-brasileira e africana nas universidades reforça a necessidade dessa coleção para profissionais da educação.
A roda de conversa contou com a presença de representantes de diversas instituições, incluindo o assessor especial da SEC, Manoel Calazans; a professora Irê Silva, representando a Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Lázaro Cunha, do Instituto Steve Biko; o professor Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos/SP; e Anderson Passos, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os participantes discutiram a importância de ações e políticas de inclusão educacional e social para valorização das heranças africanas.
A coletânea da História da África busca corrigir o desconhecimento histórico sobre o continente africano e suas contribuições para a humanidade. Com 68 capítulos que abordam desde o período da antiguidade até a contemporaneidade, o conteúdo explora temas como resistência, espiritualidade, línguas e o retorno à África. O volume 10, recentemente lançado, oferece um conjunto de narrativas sobre africanos e afrodescendentes, proporcionando uma visão crítica e antirracista da história global, e se configura como um recurso educacional para a construção de uma sociedade mais justa e informada.
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