O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou, nesta quinta-feira (28/11/2024), uma nota oficial demonstrando profunda preocupação com a grave escassez de insulina no Brasil, medicamento essencial no tratamento de diabetes. A doença, que afeta mais de 16 milhões de brasileiros adultos, representa um sério desafio para a saúde pública no país. O Brasil ocupa atualmente a quinta posição mundial em número de pessoas diagnosticadas com diabetes, sendo um dos maiores epicentros dessa enfermidade crônica.
A falta de insulina tem gerado uma situação alarmante, especialmente para os pacientes com diabetes tipo 1, que dependem do medicamento para controlar a glicose no sangue. A interrupção no fornecimento de insulina pode resultar em descontrole glicêmico, o que aumenta o risco de emergências médicas graves, como crises de hipoglicemia e cetoacidose diabética, condições que, se não tratadas adequadamente, podem levar a complicações severas e até mesmo a óbitos. O CFM descreve essa escassez como uma ameaça iminente e inadmissível para a saúde pública.
Em sua nota, o CFM faz um apelo urgente ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, para que adote medidas imediatas a fim de normalizar o fornecimento de insulina em todo o país. O Conselho reforça que o restabelecimento do abastecimento contínuo e adequado desse medicamento não pode ser postergado, pois qualquer atraso pode acarretar consequências irreversíveis para a saúde de milhões de brasileiros que dependem do tratamento para sobreviver.
O desabastecimento de insulina, um medicamento essencial e amplamente utilizado para o controle de uma doença crônica como o diabetes, exige uma resposta célere e eficaz do governo, considerando os riscos iminentes que a situação impõe à população. A falta de insulina coloca em risco não apenas a qualidade de vida de pacientes com diabetes, mas também compromete a capacidade do sistema de saúde pública em fornecer um tratamento adequado a essa grande parcela da população.










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