Comitê da ONU condena táticas militares de Israel em Gaza e destaca impacto humanitário no conflito

Comitê da ONU condena ações militares israelenses em Gaza e denuncia consequências humanitárias, incluindo deslocamento, fome e devastação.
Comitê da ONU condena ações militares israelenses em Gaza e denuncia consequências humanitárias, incluindo deslocamento, fome e devastação.

O Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) informou nesta quinta-feira (14/11/2024) que, nos últimos dois dias, seis tentativas de entregar assistência humanitária em Gaza foram bloqueadas. As missões tinham como objetivo fornecer alimentos, água e apoio psicossocial a crianças afetadas pelos bombardeios que perduram há 13 meses.

Cerca de 79% do território da Faixa de Gaza permanece sob ordens de evacuação, com palestinos sendo direcionados para áreas como Al Mawasi, que carecem de infraestrutura básica e serviços essenciais. Segundo Louise Wateridge, porta-voz da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), moradores estão presos em prédios residenciais e enfrentam escassez de alimentos.

O Comitê Especial da ONU para Investigar Práticas Israelenses criticou as táticas de guerra empregadas por Israel após os ataques realizados pelo Hamas em outubro de 2023, que resultaram na morte de cerca de 1.250 pessoas e no sequestro de mais de 250 reféns. O comitê destacou que Gaza foi atingida por aproximadamente 25 mil toneladas de explosivos até fevereiro de 2024, equivalente ao impacto de duas bombas nucleares. A destruição dos sistemas de água, saneamento e agricultura, associada à poluição tóxica, foi descrita como condizente com características de genocídio.

O relatório do comitê também aponta o uso de inteligência artificial pelos militares israelenses, com supervisão humana limitada, como um fator agravante na morte de civis. Ainda segundo o documento, Israel é acusado de causar intencionalmente fome e ferimentos graves como métodos de guerra, além de punir coletivamente a população palestina.

Acusações de práticas desumanizantes por parte de soldados israelenses contra mulheres e crianças em Gaza também foram levantadas. Relatos indicam comportamentos humilhantes e compartilhamento de imagens de mulheres palestinas nas redes sociais com o objetivo de ridicularizar e envergonhar.

O comitê manifestou preocupação com o aumento na censura de reportagens sobre o conflito e com campanhas contra a Unrwa. Além disso, apelou a Israel e aos grupos armados palestinos para que concordem com um cessar-fogo duradouro, libertem reféns e permitam a entrada de ajuda humanitária. O relatório será apresentado à 79ª Sessão da Assembleia Geral da ONU em 18 de novembro de 2024.

*Com informações da ONU News.

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