Na quarta-feira (20/11/2024), o Conselho de Segurança das Nações Unidas não aprovou uma resolução que exigia um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente na Faixa de Gaza. O documento recebeu 14 votos favoráveis, mas foi vetado pelos Estados Unidos. A proposta reiterava a exigência da libertação imediata e incondicional de todos os reféns e incluía medidas voltadas para a proteção de civis e a garantia de assistência humanitária na região.
O texto rejeitava ações que resultassem em privação de alimentos à população palestina e exigia acesso irrestrito a serviços básicos e assistência humanitária, com destaque para a facilitação de ajuda em grande escala, inclusive no norte da Faixa de Gaza, região particularmente afetada pelo conflito.
A resolução sublinhava o papel da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) como essencial para a resposta humanitária na região. Foi feito um apelo para que todas as partes garantissem a execução do mandato da agência, enfatizando a necessidade de adesão aos princípios de neutralidade, conforme recomendações de uma revisão independente.
O documento enfatizava a proteção de civis, especialmente mulheres, crianças e pessoas fora de combate, condenando ataques a populações e bens civis, bem como atos de violência e terrorismo. Também solicitava que o secretário-geral das Nações Unidas apresentasse, no prazo de três semanas, uma avaliação por escrito sobre a implementação da resolução, e, em 90 dias, um relatório mais abrangente.
Esse informe incluiria uma análise detalhada das necessidades de curto, médio e longo prazos para Gaza, avaliando os impactos humanitários, sociais e econômicos da guerra. A proposta também pedia recomendações para fortalecer a coordenação entre as partes envolvidas no conflito.
A resolução foi submetida pelos 10 membros não permanentes do Conselho de Segurança, que incluem Argélia, Equador, Guiana, Japão, Malta, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça. A rejeição reflete as divisões internas no órgão diante da escalada de violência na região.
*Com informações da ONU News.








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