O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu nesta terça-feira (05/08/2025) em Nova Iorque para avaliar a crise de reféns e a grave situação humanitária na Faixa de Gaza. O encontro contou com a presença de representantes de Israel e da Palestina, além do secretário-geral assistente para Assuntos Políticos da ONU, Miroslav Jenca.
Vídeos de reféns provocam indignação global
A reunião ocorreu após vídeos de dois jovens israelenses sequestrados, Evaytar David e Rom Braslavsky, terem sido divulgados por Hamas e Jihad Islâmica, gerando repercussão internacional. Em uma das gravações, Evaytar aparece afirmando que foi forçado a cavar a própria cova.
O irmão do refém discursou no Conselho, destacando a dor das famílias e pedindo a libertação imediata de todos os sequestrados. Segundo Miroslav Jenca, as imagens refletem maus-tratos e abusos que representam afronta à humanidade.
Atualmente, cerca de 50 pessoas permanecem em cativeiro em Gaza, 28 delas possivelmente já mortas. O secretário-assistente da ONU lembrou que a tomada de reféns é proibida pelo direito internacional e constitui crime de guerra, ressaltando que prisioneiros devem receber tratamento digno e visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Situação humanitária em Gaza
Durante a sessão, Miroslav Jenca descreveu a crise humanitária como “insuportável”, informando que mais de 60 mil palestinos foram mortos desde o início do conflito, segundo autoridades locais de saúde. Desde o fim de maio, 1.200 palestinos morreram e 8.100 ficaram feridos enquanto tentavam acessar alimentos e ajuda humanitária, inclusive em zonas militarizadas de distribuição.
O representante da ONU afirmou que a fome é visível em Gaza, afetando crianças e famílias inteiras. Ele pediu que Israel permita a entrada imediata de ajuda humanitária em quantidade suficiente, para evitar novas mortes e sofrimento.
Posição da ONU e próximos passos
Jenca reforçou que não existe solução militar para o conflito e que Gaza deve permanecer parte de um futuro Estado Palestino, conforme o direito internacional. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, e o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, também discursaram durante a sessão.
O Conselho de Segurança segue monitorando a situação, com expectativa de novas deliberações sobre medidas humanitárias e negociações de cessar-fogo.
*Com informações da ONU News.








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