Publicado originalmente por Joaci Góes na Tribuna da Bahia nesta quinta-feira (28/11/2024), o artigo examina os desdobramentos do cenário político brasileiro para as eleições gerais de 2026. De acordo com o autor, o debate eleitoral não gira em torno de uma polarização direta entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas sim sobre a eleição ou derrota do ex-presidente Bolsonaro, figura central no contexto político nacional.
O texto destaca a percepção de analistas políticos sobre os riscos associados à exclusão de Jair Bolsonaro do processo eleitoral, seja por inelegibilidade ou outros fatores, sugerindo que tal exclusão poderia fortalecer sua influência indireta. A comparação é feita com episódios históricos, como o assassinato do prefeito Celso Daniel em 2002, evento que gerou repercussões políticas significativas e acusações de irregularidades envolvendo membros do Partido dos Trabalhadores.
Caso Bolsonaro concorra, o autor argumenta que sua postura polarizadora pode fragmentar as forças políticas do centro e da centro-direita, favorecendo a continuidade do atual governo. Por outro lado, uma possível inelegibilidade pode fortalecer o apoio a candidatos alternativos alinhados ao ex-presidente, como Tarcísio de Freitas ou Ronaldo Caiado, ampliando a coesão entre as forças conservadoras.
O artigo também aborda as pressões internas na base governista de Lula, com índices crescentes de rejeição ao atual governo. Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin surge como um nome potencial para liderar uma nova configuração política, caso a aliança em torno de Lula precise ser revisada.
Além disso, a narrativa levanta a hipótese de que um eventual atentado contra Bolsonaro o transformaria em uma figura política ainda mais influente, capaz de moldar a composição do Legislativo e impor condições como a reforma no Supremo Tribunal Federal e o impeachment de ministros considerados polêmicos.
Por fim, Góes analisa o comportamento político de partidos como o PSD, ressaltando sua capacidade de articular alianças flexíveis para 2026, e menciona o caso simbólico de Francisco Wanderley Luiz, que faleceu em um gesto extremo na Praça dos Três Poderes, como um reflexo do descontentamento com a qualidade da política brasileira.
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