Ex-presidente Jair Bolsonaro defende militares presos e minimiza investigações sobre trama golpista

Jair Bolsonaro criticou, em transmissão ao vivo, o indiciamento de militares acusados de participação em plano golpista, defendendo-os e ironizando as acusações. A Polícia Federal prendeu cinco suspeitos e indiciou 37 pessoas, incluindo Bolsonaro e Braga Netto, por tentativa de golpe e organização criminosa. O ex-presidente nega envolvimento e chama o processo de perseguição política.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou uma transmissão ao vivo no sábado (23/11/2024), para se posicionar contra o indiciamento de militares suspeitos de envolvimento em uma alegada conspiração para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante a live, realizada no perfil do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, Bolsonaro afirmou que as prisões preventivas dos oficiais são ilegais e injustificadas.

“Não encontra um só respaldo da lei que fala da preventiva para prender esses quatro oficiais”, disse Bolsonaro, que ainda ironizou as investigações, qualificando a Polícia Federal como “criativa” e criticando Moraes, a quem se referiu como “ditador”.

Bolsonaro rejeitou as acusações de tentativa de golpe e ridicularizou a ideia de que um grupo pequeno pudesse ameaçar o Estado. “Cadê a tropa? Cadê as Forças Armadas? Não fique botando chifre em cabeça de cavalo”, declarou.

Operação Contragolpe e Indiciamentos

Na terça-feira anterior, 19 de novembro, a Polícia Federal prendeu cinco pessoas ligadas à suposta conspiração. Entre elas estavam um general da reserva, três tenentes-coronéis de elite das Forças Armadas e um policial federal. A operação revelou que o grupo planejava ações violentas contra autoridades. Já na quinta-feira (21/11), Bolsonaro e outras 36 pessoas foram formalmente indiciados por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Os crimes investigados têm penas que variam entre 12 e 28 anos de prisão, sem contar agravantes. Entre os indiciados estão figuras de destaque como o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, e Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Braga Netto Rebate Acusações

Em resposta, o general Walter Braga Netto emitiu uma nota oficial por meio de suas redes sociais, negando qualquer envolvimento com um suposto plano golpista. “Nunca se tratou de golpe e muito menos de plano de assassinar alguém”, afirmou. Braga Netto destacou sua lealdade a Bolsonaro e criticou a tese de um “golpe dentro do golpe” como absurda e fantasiosa.

A defesa do general também questionou a falta de acesso ao relatório da Polícia Federal e apontou irregularidades no processo, como o vazamento de informações para a imprensa.

Contexto Político e Estratégias de Defesa

A investigação, que incluiu mais de 800 páginas de documentos, revelou uma suposta estrutura organizada com divisões de tarefas entre os acusados. Essa organização teria sido usada para planejar atos contra autoridades federais, incluindo o STF.

Bolsonaro, no entanto, utilizou sua passagem por Alagoas, onde participou de eventos públicos e concedeu entrevistas, para reforçar seu discurso de perseguição política. Ele criticou Lula por se associar a regimes ditatoriais internacionais e reiterou sua crença no voto impresso como uma “garantia ao Estado democrático de Direito”.

Declarações de Bolsonaro

  • Defesa de militares presos: considerou as prisões preventivas injustas.
  • Ironizou a investigação: classificou a PF como “criativa” e as acusações como absurdas.
  • Reforçou sua visão de perseguição política por parte de Alexandre de Moraes.

Detalhes da Operação Contragolpe

  • Data: Prisões ocorreram em 19 de novembro.
  • Envolvidos: Um general, três tenentes-coronéis e um policial federal.
  • Crimes: Tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito.
  • Penalidades: Penas de 12 a 28 anos de prisão.

Reações de Braga Netto

  • Negou envolvimento com qualquer plano golpista.
  • Criticou o vazamento de informações sigilosas da investigação.
  • Reafirmou sua lealdade a Bolsonaro e seus valores constitucionais.

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