A Mostra da Diversidade Cultural 2024, realizada de 22 a 24 de novembro, no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC), proporcionou um espaço de imersão na pluralidade das manifestações artísticas e culturais de Feira de Santana. Ao longo de três dias, o evento apresentou um programa repleto de atividades que incluíram apresentações musicais, danças, exposições fotográficas, feira de afroempreendedoras e desfiles. O público pôde acompanhar uma ampla gama de expressões que dialogam com a ancestralidade e a fé, além de se envolver em espaços de aprendizado e troca de experiências.
Artistas como Cescé Amorim e Timbaúba encantaram a plateia com suas vozes marcantes, enquanto o Samba do Rosário trouxe a energia das tradições culturais da cidade. O grupo Luvemba proporcionou uma apresentação que tocou o público de forma profunda, enquanto as cores vibrantes das obras de arte e os produtos do artesanato local completaram o cenário. A música também teve forte presença, com o Roça Sound mantendo o público em ritmo envolvente. Em cada canto do Museu, a diversidade cultural de Feira de Santana se fez presente, encantando e emocionando os visitantes.
A realização do evento foi possível graças ao trabalho da ONG Favela é Isso Aí, que desenvolve iniciativas culturais desde 2018 em Feira de Santana, com o apoio do patrocínio da Belgo Arames, além da colaboração da Fundação ArcelorMittal e da Prefeitura de Feira de Santana. A Mostra, que integra o programa Forma e Transforma, teve também o apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Flávia Sacramento, estilista e participante do evento, destacou a importância de eventos como a Mostra para ampliar a visibilidade dos artistas locais e ocupar mais espaços culturais na cidade. Segundo ela, o MAC foi ocupado de forma respeitosa e plural, representando a “cultura viva” de Feira de Santana. Um dos destaques desta edição foi a inclusão de ações de alunos do curso de produção cultural Balaio de Feira, realizado pela Habitus Consultoria. Ao todo, foram realizadas 28 atrações, com premiações que totalizaram R$ 135 mil para os artistas e grupos participantes.
A antropóloga Clarice Libânio, coordenadora pedagógica do projeto, ressaltou o impacto positivo da Mostra para a cultura feirense, destacando a importância de valorizar e apoiar a produção artística local. Libânio afirmou que a Mostra reafirmou a potência da cultura da cidade e que a equipe do Favela é Isso Aí se sente acolhida nesse processo de fortalecimento cultural. Roberto Kuelho, cantor que se apresentou no evento, também sublinhou a relevância da Mostra para a visibilidade das raízes culturais feirenses e para o fortalecimento da identidade local.
Val Conceição, coordenador geral do Moviafro, elogiou a realização da Mostra, afirmando que eventos dessa magnitude são fundamentais para a valorização e potencialização das linguagens culturais da cidade. Ele afirmou que Feira de Santana, com sua vibrante produção cultural, necessita de eventos que promovam a abertura e o reconhecimento dessas manifestações.
Embora a Mostra tenha se encerrado no domingo (24), as exposições realizadas pelos alunos do Balaio de Feira permanecem no MAC até o dia 7 de dezembro. Além disso, os artistas e grupos participantes realizarão ações de replicação, com o objetivo de repassar conhecimentos, ofícios e tradições a novos públicos, ampliando o alcance e a formação de plateias para as produções culturais de Feira de Santana.








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