Polícia Federal prende suspeitos de fraude em empréstimos da Caixa Econômica Federal

Agentes da Polícia Federal durante a operação que investiga fraudes em empréstimos da Caixa Econômica Federal.
Agentes da Polícia Federal durante a operação que investiga fraudes em empréstimos da Caixa Econômica Federal.

Quatro pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (06/11/2024) pela Polícia Federal (PF), sob a acusação de envolvimento em um esquema de fraudes em empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal a mais de cem empresas. A ação foi realizada no âmbito da Operação Smart Fake, que também resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais relacionados aos suspeitos. As prisões e buscas ocorreram nas cidades de Teresina e Pedro II, no Piauí, e em Timon, no Maranhão.

As ordens judiciais foram emitidas pela 3ª Vara da Justiça Federal, que autorizou o sequestro de bens dos investigados. Segundo a PF, os suspeitos fazem parte de um grupo criminoso responsável pelo desvio de mais de R$ 20 milhões dos cofres públicos. A investigação teve início a partir de uma denúncia feita por um empresário de Teresina, que informou sobre a tentativa de fraude em um empréstimo destinado à sua empresa. De acordo com a denúncia, o processo de solicitação do crédito foi intermediado por um indivíduo que apresentou documentos falsificados, incluindo a simulação do faturamento da empresa, o que levou à concessão do empréstimo.

Após a identificação do intermediário, os investigadores descobriram outros contratos fraudulentos firmados desde 2022. Até o momento, 179 contratos irregulares foram identificados, envolvendo 115 CNPJs de empresas que solicitaram empréstimos junto à Caixa Econômica Federal. Entre as irregularidades encontradas, destaca-se o alto volume de inadimplência, com várias empresas devendo mais de R$ 800 mil cada. Além disso, os investigadores observaram que muitos dos CNPJs estavam baixados ou inaptos na Receita Federal, o que agrava as suspeitas de fraude.

Os envolvidos no esquema poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado, organização criminosa, falsificação de documentos, entre outros delitos que possam ser identificados ao longo da investigação. A Polícia Federal segue com as diligências para apurar a extensão do esquema e identificar outros responsáveis.

*Com informações da Agência Brasil.


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