Neste sábado (02/11/2024), foi deflagrada a Operação ‘Aláfia’ no Conjunto Penal de Jequié, localizado no sudoeste da Bahia, com o objetivo de interromper as comunicações entre líderes de facções criminosas e seus colaboradores externos, que executam crimes na cidade e região sob ordens provenientes do interior da unidade prisional. A operação, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), é resultado de uma ação conjunta do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Durante a operação, foram realizadas buscas e revistas nos pavilhões do presídio para apreender equipamentos que facilitam a comunicação dos internos com o exterior, como aparelhos celulares e outros objetos proibidos. No primeiro dia, foram encontrados dez celulares em uma única cela. A operação visa reduzir a criminalidade na região, onde investigações apontam que crimes violentos letais intencionais (CVLIs) têm sido planejados e ordenados a partir do interior da penitenciária.
O Conjunto Penal de Jequié, com 112 celas distribuídas em nove módulos, atualmente abriga 501 detentos. As operações de revista e fiscalização têm foco em combater o controle das facções sobre a comunicação com o mundo externo e evitar a continuidade de crimes ordenados por internos, atendendo às diretrizes de segurança estabelecidas para prevenir a violência coordenada por essas organizações.
Estrutura da operação
A Operação Aláfia conta com a participação de equipes especializadas para garantir uma ação coordenada e de amplo alcance no combate à influência de facções dentro do sistema prisional. Pelo MPBA, participam o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep). A Seap contribui com o Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop), a Central de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (CMEP) e policiais penais. Pela SSP, agentes das Polícias Civil e Militar e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) apoiam as operações no local.
As ações da Operação Aláfia reforçam a cooperação entre as forças de segurança pública, que vêm implementando medidas específicas para combater a criminalidade com origens no ambiente prisional. As equipes envolvidas estão orientadas a intensificar a vigilância sobre práticas ilícitas e garantir que a administração penitenciária tenha maior controle sobre a comunicação dentro das unidades. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia espera, com isso, diminuir a capacidade de influência das facções e, consequentemente, a taxa de criminalidade regional, criando um ambiente mais seguro para a população.
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