O Partido Republicano, liderado por Donald Trump, assegurou o controle do Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de 2024, com vitórias decisivas em estados como Virgínia Ocidental e Ohio. Essas conquistas, incluindo a eleição de Jim Justice na Virgínia Ocidental e de Bernie Moreno em Ohio, conferem aos republicanos uma maioria de 51 a 49 no Senado, consolidando a capacidade do partido de influenciar a agenda legislativa e as nomeações judiciais, independentemente do resultado da eleição presidencial. O controle do Senado também posiciona os republicanos para atuar como um contrapeso, caso Kamala Harris vença a disputa presidencial, algo pouco provável, dada a liderança de Trump.
Na Câmara dos Deputados, o Partido Republicano obteve ganhos iniciais e luta para manter sua maioria. Entre os assentos conquistados, destacam-se distritos cruciais como o de Scranton, na Pensilvânia, cidade natal do presidente Joe Biden, e cadeiras na Carolina do Norte, onde os republicanos redesenharam os distritos em seu favor. Com a eleição de ao menos uma dúzia de representantes a mais até agora, o partido continua competitivo em distritos onde os democratas vinham mantendo vantagem nas últimas eleições. Os democratas, por outro lado, conseguiram vitórias pontuais, incluindo um assento redesenhado em Nova York e outro no Alabama, onde a Suprema Corte dos EUA havia determinado a criação de um distrito de maioria negra, oferecendo uma oportunidade estratégica ao partido.
Enquanto os republicanos trabalham para ampliar ainda mais sua maioria no Senado, com disputas ainda indefinidas em estados como Montana, o desafio de alcançar a supermaioria de 60 votos necessária para avançar a maioria das legislações permanece fora de alcance. Contudo, a manutenção de importantes cadeiras, como a do senador Ted Cruz no Texas, reforça a posição republicana para o novo Congresso. Já em Nebraska, a disputa entre a republicana Deb Fischer e o independente Dan Osborn mostra o crescimento de candidatos alternativos em estados tradicionalmente republicanos.
Em Delaware, a eleição da democrata Sarah McBride para a Câmara dos Representantes marcou um momento histórico, fazendo dela a primeira mulher transgênero a conquistar um assento no Congresso. Além disso, o Senado verá, pela primeira vez, duas mulheres negras atuando simultaneamente, com a vitória de Lisa Blunt Rochester em Delaware e a provável eleição de Angela Alsobrooks em Maryland, ampliando a diversidade de gênero e racial no Congresso.
Embora os republicanos já tenham garantido o controle do Senado, o resultado na Câmara permanece indefinido. Analistas indicam que os democratas têm uma chance de obter os assentos necessários para assumir o controle da Câmara de 435 membros, mas, mesmo com essa possibilidade, a margem de vitória deverá ser estreita. Essa situação projeta um cenário de governabilidade complexa, semelhante ao dos últimos anos, em que disputas internas e impasses nas lideranças dificultaram a articulação legislativa e o avanço de agendas prioritárias.
A corrida pela Câmara é especialmente apertada em estados como Califórnia e Nova York, que abrigam distritos altamente competitivos. Nessas regiões, onde a apuração dos votos pode se estender por dias, o desfecho da disputa legislativa poderá depender da contagem completa, aumentando a tensão e a incerteza sobre o futuro equilíbrio de poder no Congresso dos EUA.
*Com informações da Agência Reuters.
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