O CineVila dá início ao Mês da Consciência Negra com uma programação dedicada a filmes que celebram a cultura e a história da população negra. A exibição ocorrerá todas as terças-feiras, às 18h30, na Sala de Arte CineMAM, em Salvador, apresentando obras de cineastas baianos e nacionais. A programação começa no dia 5 de novembro de 2024 com o longa-metragem “O Caipora”, dirigido pelo baiano Oscar Santana. Santana é conhecido por obras como “Pistoleiros” (1975) e “Caetanave” (1972).
“O Caipora”, lançado em 1964, é protagonizado por Carlos Petrovich, mas apresenta um papel significativo do ator e ativista Mário Gusmão, que interpreta o capataz Zeca. O filme é um exemplo de terror psicológico que também faz uma crítica ambiental, explorando a relação do ser humano com a natureza. A narrativa acompanha a jornada de Nezinho, um vaqueiro que, em busca de melhores condições de vida, se vê em um emaranhado de conflitos ao se apaixonar pela esposa de seu patrão. A história revela as complexidades da vida no sertão e os desafios enfrentados por aqueles que buscam sobrevivência e amor em meio à adversidade.
A relação entre os protagonistas é marcada pela trajetória compartilhada na Cia. Teatro dos Novos, primeira companhia profissional de teatro da Bahia, onde ambos atuaram no Teatro Vila Velha. Gusmão participou de mais de 20 espetáculos entre 1964 e 1971, consolidando sua importância no cenário artístico baiano.
O CineVila, com curadoria de Marcio Meirelles e Rafael Grilo, completa dez anos de atividades com uma mostra focada na cinematografia nacional, especialmente na baiana, em consonância com a exposição comemorativa “Vila Velha, Por Exemplo – 60 anos de um teatro do Brasil”. As sessões de cinema, além de proporcionarem um espaço de reflexão sobre questões sociais, também contarão com a presença de diretores e convidados em algumas das exibições.
A exposição “Vila Velha, Por Exemplo – 60 anos de um teatro do Brasil” é patrocinada pelo Banco do Brasil, através da Lei de Incentivo à Cultura, com apoio de instituições culturais como o Museu de Arte Moderna da Bahia e a Secretaria Estadual da Cultura. A produção é realizada pela Janela do Mundo, com coprodução do Teatro Vila Velha.









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