Nesta terça-feira, dia 24 de dezembro de 2024, o Papa Francisco inaugurou o Jubileu de 2025 ao realizar o rito solene de abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma. A cerimônia foi seguida pela celebração da Missa do Natal do Senhor, iniciando oficialmente o tempo de misericórdia e renovação espiritual para os fiéis. Este é o 28º Ano Santo da história da Igreja Católica, com o tema “A esperança não desilude”.
A jornalista Bianca Fraccalvieri, em reportagem publicada pelo Vatican News em 24 de dezembro de 2024, destacou que o rito começou com a proclamação de profecias bíblicas relacionadas ao nascimento do Salvador. Após a abertura da Porta Santa, acompanhada pelo repicar dos sinos da Basílica, o Papa Francisco atravessou-a em silêncio, seguido por representantes de diferentes continentes. O gesto simboliza a passagem espiritual para um período de esperança, reconciliação e compromisso com a transformação.
Na homilia, o Papa refletiu sobre o significado do nascimento de Jesus Cristo, reafirmando a mensagem central do Evangelho de Lucas: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor”. O Pontífice destacou que a esperança cristã não é um sentimento passivo ou um final feliz inevitável, mas sim um chamado à ação concreta, especialmente em um mundo marcado por guerras, injustiças e desolações.
Francisco enfatizou a necessidade de uma postura ativa diante da esperança. Para ele, ela exige audácia, compaixão e a capacidade de lutar contra a indiferença.
“A esperança não tolera a indolência dos que se acomodaram no conforto próprio nem a falsa prudência dos que evitam o risco por medo”, afirmou o Papa.
Ele também exortou os fiéis a “não se deterem na mediocridade” e a serem agentes de mudança, especialmente nos contextos de desigualdade social e degradação ambiental.
O hino oficial do Jubileu, intitulado “Peregrinos de esperança”, acompanhou a celebração, reforçando o convite à reflexão sobre a responsabilidade de cada indivíduo em promover a justiça e a solidariedade. O Papa concluiu sua mensagem com um apelo à transformação em diferentes esferas: para a Terra, devastada pela lógica do lucro; para os países pobres, sobrecarregados por dívidas injustas; e para todas as vítimas de guerras e violências.
Francisco sublinhou que o Jubileu é um tempo de esperança não apenas para os fiéis, mas também para o mundo como um todo. “Com Jesus, a vida muda, a esperança não desilude, e a alegria floresce”, afirmou o Pontífice, reforçando que a Porta Santa simboliza a abertura do coração de Deus para todos.
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