O Brasil registrou reduções expressivas nas taxas de desmatamento em 2024, de acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta quarta-feira (18/12/2024). No Pantanal, a queda foi de 77,2% entre agosto e novembro, enquanto no Cerrado o índice foi reduzido em 57,2% no mesmo período. Na Amazônia, a taxa anual caiu 30,6%, alcançando o menor nível dos últimos nove anos.
A divulgação ocorreu durante a 4ª Reunião Ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, presidida pelo governo federal. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou os resultados obtidos pelos planos de ação do governo e a relevância de sua continuidade. Segundo a ministra, a queda no Cerrado por nove meses consecutivos demonstra a eficácia das políticas implementadas.
Durante a reunião, foram lançados o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas na Caatinga (PPCaatinga) e no Pantanal (PPPantanal). Essas iniciativas integram a estratégia nacional para conter o desmatamento nos biomas brasileiros. O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que o combate ao desmatamento é fundamental para reduzir emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para o cumprimento das metas climáticas estabelecidas pelo país.
O PPPantanal apresenta 13 objetivos estratégicos, 54 linhas de ação e 159 metas, com foco na cooperação entre União, estados e municípios, além de iniciativas voltadas para práticas agrícolas sustentáveis, turismo e preservação ambiental. Já o PPCaatinga abrange 49 linhas de ação e 120 metas, priorizando regularização fundiária, apoio a comunidades tradicionais e financiamento de projetos sustentáveis.
Além dessas iniciativas, os planos de combate ao desmatamento para a Amazônia (PPCDAm) e Cerrado (PPCerrado) estão em execução, abrangendo estratégias como monitoramento por satélite, ordenamento territorial e incentivo à bioeconomia. O governo federal também prevê o lançamento de planos semelhantes para a Mata Atlântica e o Pampa em fevereiro de 2025.
O governo intensificou as ações de fiscalização por meio de órgãos como Ibama, ICMBio, Polícia Federal e Força Nacional, utilizando tecnologias avançadas para monitorar e combater atividades ilegais, como desmatamento, garimpo e queimadas. Adicionalmente, o Fundo Amazônia tem financiado projetos de conservação e desenvolvimento sustentável, enquanto a Estratégia Nacional para REDD+ busca implementar compensações financeiras por serviços ambientais.
A reunião contou com a presença de representantes de diversos ministérios e órgãos governamentais, refletindo o compromisso interministerial no combate ao desmatamento e na preservação ambiental.










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