A temporada de furacões no Atlântico em 2024 chegou ao fim com um balanço de perdas humanas e financeiras. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), esta foi a nona temporada consecutiva com atividade acima da média, com 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três classificados como grandes furacões. O período teve início em 1º de junho e se estendeu até novembro, deixando um rastro de destruição em várias regiões.
Entre os fenômenos mais devastadores, o furacão Beryl, de categoria 5, foi responsável por significativos danos no Caribe, especialmente em Union Island, São Vicente e Granadinas. Este furacão foi o mais cedo registrado a cruzar o Atlântico e atingiu os Estados Unidos no início de julho, causando prejuízos, mas com um número menor de mortes em comparação a eventos anteriores.
O furacão Helene destacou-se como o mais mortal, resultando em mais de 150 mortes, especialmente nos estados da Carolina do Norte e Carolina do Sul. Este foi o evento mais letal nos Estados Unidos desde o furacão Katrina, em 2005. Já o furacão Milton contribuiu para as perdas econômicas significativas nos Estados Unidos, onde quatro furacões geraram prejuízos superiores a US$ 1 bilhão em 2024.
De acordo com a OMM, os avanços nos sistemas de alertas precoces foram essenciais para reduzir o número de mortes em relação às décadas anteriores. Entre 1970 e 2021, os furacões foram a principal causa de perdas de vidas e danos econômicos, com uma redução expressiva nas mortes de 350 mil nos anos 1970 para menos de 20 mil entre 2010 e 2019. Entretanto, as perdas financeiras continuam a crescer, somando US$ 573,2 bilhões na última década.
Os Pequenos Estados-Ilhas em Desenvolvimento no Caribe enfrentam impactos desproporcionais devido à sua vulnerabilidade às tempestades tropicais. Enquanto os avanços tecnológicos ajudam a mitigar perdas humanas, os desafios econômicos permanecem, exigindo maiores esforços para proteção e recuperação de comunidades afetadas.
*Com informações da ONU News.
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