O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, começou a depor nesta terça-feira (10/12/2024) como peça-chave em um julgamento que mobiliza a sociedade e as instituições do país. Netanyahu é o primeiro chefe de governo em exercício a testemunhar como réu em três casos envolvendo acusações de fraude, quebra de confiança e suborno. Ele nega todas as acusações.
O processo, que teve início em 2017 e apresentou acusações formais em 2020, foi retardado pela pandemia de Covid-19 e pela guerra em andamento. O tribunal de Tel Aviv foi escolhido para o depoimento por razões de segurança, após ataques recentes à residência oficial do primeiro-ministro.
Entre as acusações, destaca-se o Caso 1.000, no qual Netanyahu teria recebido presentes caros em troca de favores políticos. Outro caso, o 2.000, envolve supostas negociações para beneficiar um veículo de imprensa em troca de cobertura favorável. Já no Caso 4.000, o premiê é acusado de favorecer uma empresa de telecomunicações em troca de benefícios políticos.
O processo enfrenta atrasos devido à guerra em Gaza e outras emergências de segurança, o que levou a defesa a solicitar adiamentos, rejeitados pelo Tribunal Distrital de Jerusalém. A juíza Rivkah Friedman Feldman destacou que o depoimento deve seguir o cronograma estabelecido.
Especialistas avaliam que Netanyahu corre maior risco de condenação no Caso 1.000. Caso seja declarado culpado, a decisão final dependerá do tribunal, que determinará se as acusações implicam difamação ao cargo de primeiro-ministro. Em tal cenário, ele poderá ser afastado.
Enquanto o julgamento avança, a situação na Síria também pressiona as autoridades israelenses. A recente tomada do poder por um grupo jihadista trouxe instabilidade à região, levando Israel a reforçar a segurança na fronteira e a tomar medidas para evitar que armamentos abandonados caiam em mãos de facções extremistas.
A previsão é que o julgamento se estenda até 2026, com a possibilidade de recursos e atrasos adicionais. O futuro político de Netanyahu dependerá tanto do resultado judicial quanto da capacidade do governo em lidar com crises internas e externas.
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