José Pinto de Paiva, conhecido no mundo do xadrez como Pinto Paiva, faleceu na noite de segunda-feira (02/12/2024) em Salvador, aos 86 anos. Ele estava internado no Hospital Aliança, onde tratava uma infecção pulmonar. Paiva, que também atuava como advogado e procurador aposentado do município de Salvador, foi um dos maiores nomes do xadrez brasileiro, tendo conquistado o título de bicampeão brasileiro nas edições de 1966 e 1971. O velório acontece na capela G do Cemitério Jardim da Saudade, e o corpo será cremado às 16h30.
Nascido em Salvador em 1938, Pinto Paiva cresceu nos bairros do Barbalho e Santo Antônio Além do Carmo. Desde cedo, demonstrou interesse por política, participando de movimentos de esquerda. Sua paixão pelo xadrez começou na adolescência, após se destacar no jogo de damas, que afirmava ser melhor do que o próprio xadrez, esporte que aprendeu aos 12 anos e desenvolveu de forma mais consistente a partir dos 18. Sua trajetória no xadrez foi marcada por vitórias expressivas, incluindo a conquista do título de campeão baiano por 16 anos consecutivos e participações em olimpíadas e torneios na Europa, representando o Brasil.
Paiva se notabilizou por sua habilidade no xadrez rápido, uma modalidade em que cada jogador tem apenas cinco minutos para realizar todas as jogadas da partida. No Clube Baiano de Xadrez, ele ficou famoso por desafiar cinco adversários ao mesmo tempo, jogando com apenas um minuto de tempo total contra cinco de seus oponentes.
Além de sua carreira como enxadrista, Pinto Paiva foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) entre o final dos anos 50 e a década de 60. Ele nunca abandonou suas convicções marxistas e continuou sua contribuição para os partidos e movimentos de esquerda ao longo de sua vida. Na esfera profissional, Paiva exerceu as funções de procurador do município de Salvador e advogado, destacando-se principalmente na área trabalhista.
Pinto Paiva era viúvo de Ana Maria Alves Paiva, com quem foi casado por mais de 50 anos, e deixa três filhos: o jornalista Rogério Paiva, o engenheiro Glauco Paiva e a advogada Mariana Paiva Neves. Ele também deixa sete netos e uma bisneta. Filho do médico cearense Flávio de Oliveira Paiva e da dona de casa Zulmira Pinto de Paiva, Pinto Paiva era o terceiro de quatro irmãos, sendo que Mirtes e Rubens faleceram antes dele.








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