Mortes por Covid-19 em 2024 somam mais de 5,4 mil, mas queda nos casos de SRAG é observada

Apesar do aumento sazonal esperado, a vigilância continua a ser uma prioridade no combate à Covid-19, com foco em grupos de risco e na manutenção da vacinação.
Apesar do aumento sazonal esperado, a vigilância continua a ser uma prioridade no combate à Covid-19, com foco em grupos de risco e na manutenção da vacinação.

Em 2024, o Brasil registrou um total de 5.489 óbitos confirmados por Covid-19 até a data mais recente do Boletim da Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. Os números refletem uma trajetória de queda nas mortes e casos da doença, especialmente em comparação com o histórico recente. No entanto, o Ministério da Saúde e pesquisadores alertam para a possibilidade de aumento de casos com a aproximação do final do ano, recomendando que a população mantenha a vacinação em dia.

Análise do Cenário Atual da Covid-19 no Brasil

O Informe de Monitoramento das Síndromes Gripais, que abrange dados inseridos no sistema até a semana epidemiológica 46 de 2024, aponta que, apesar do aumento pontual observado no início de cada ano, os casos de Covid-19 seguem em patamares relativamente baixos. A redução observada em outubro de 2024 em comparação com o mês anterior sugere uma diminuição consistente nos números de infecções e mortes no país. O último boletim, no entanto, registrou 13 óbitos na semana epidemiológica 46, marcando uma queda de 16,66% na média móvel em relação à semana 45.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe da Fiocruz, destaca que, embora o cenário epidemiológico tenha mostrado melhora, é fundamental que as medidas de prevenção continuem, especialmente a vacinação. Ela observa que, ao contrário de outros vírus respiratórios que têm uma tendência sazonal bem definida, a Covid-19 continua imprevisível, e sua propagação pode ocorrer a qualquer momento. A pesquisadora reforça a importância de as pessoas, especialmente as que pertencem a grupos de risco, verificarem se as vacinas estão atualizadas.

Evolução da Covid-19 e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Em paralelo ao monitoramento da Covid-19, a vigilância das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) também está em andamento, com 73.148 casos hospitalizados registrados até a semana epidemiológica 46. A Covid-19 é responsável por 64% dos casos de SRAG, seguida por influenza B (11%) e rinovírus (9%), que são os vírus predominantes no país neste período. Durante o último trimestre de 2024, o boletim indica uma redução nacional no número de casos e hospitalizações devido a essas condições.

Apesar da tendência de queda, alguns estados ainda apresentam sinais de crescimento, com destaque para a região Norte, que enfrenta um aumento na incidência de casos em Roraima (RR) e Amapá (AP), além do Distrito Federal (DF) e Mato Grosso (MT) na região Centro-Oeste. Esses estados apresentam uma prevalência de hospitalizações, principalmente entre crianças de até dois anos, associadas ao rinovírus, que é o principal causador de infecções respiratórias graves em crianças e adolescentes.

Distribuição Geográfica e Sinais de Crescimento em Capitais

O boletim da Fiocruz também destaca que, enquanto a maior parte dos estados apresenta queda ou estabilidade nos casos de SRAG, há um número significativo de capitais com aumento de casos. As cidades de Brasília (DF), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Recife (PE) e São Paulo (SP) são as que estão registrando os maiores aumentos de SRAG, com variações que atingem tanto a população idosa quanto as crianças.

Em algumas dessas capitais, como Fortaleza e Campo Grande, o aumento dos casos tem sido mais notável entre os idosos, enquanto em Recife, o crescimento está sendo mais expressivo entre as crianças. O estado de São Paulo também tem registrado um aumento nos casos, especialmente entre adolescentes e crianças.

Panorama das Mortes por Covid-19 no Brasil

O acompanhamento das mortes por Covid-19 ao longo da pandemia revela uma discrepância no impacto entre os estados. São Paulo lidera com 184.244 óbitos, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 78.244 e 66.885 mortes, respectivamente. Outras unidades federativas como Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia também registram números significativos de óbitos desde o início da pandemia.

Na última semana epidemiológica (SE 46), o estado do Rio de Janeiro foi o que mais registrou mortes, com 4 óbitos, seguido pelo Amazonas, que teve 3 mortes. Outros estados, como Pará, Maranhão e Espírito Santo, registraram 1 óbito cada.

Conclusão: Manutenção da Vigilância e Vacinação

Embora o Brasil observe uma tendência geral de queda nos casos de Covid-19, a vigilância constante e a atualização das vacinas continuam sendo essenciais para o controle da pandemia. Com o fim do ano se aproximando e o histórico de aumento de casos no período, é fundamental que a população, especialmente os grupos de risco, mantenha o acompanhamento da vacinação e continue adotando as medidas preventivas recomendadas pelas autoridades de saúde.

Principais dados sobre Covid-19 e SRAG em 2024

Dados gerais de Covid-19

  • Total de mortes por Covid-19 em 2024: 5.489 óbitos.
  • Média móvel de óbitos na SE 46: 13 mortes, com redução de 16,66% em relação à SE 45.
  • Estados com maior número de óbitos acumulados desde o início da pandemia:
    • São Paulo: 184.244
    • Rio de Janeiro: 78.244
    • Minas Gerais: 66.885
    • Paraná: 47.044
    • Rio Grande do Sul: 43.078

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

  • Casos hospitalizados em 2024 (até SE 46): 73.148 registros.
  • Mortes por SRAG nas SEs 44 a 46: 56 óbitos, com as principais causas:
    • Covid-19: 64%
    • Influenza B: 11%
    • Rinovírus: 9%
  • Estados com tendência de aumento de SRAG a longo prazo:
    • Amapá (AP)
    • Roraima (RR)
    • Distrito Federal (DF)
    • Mato Grosso (MT)

Capitais com aumento de casos de SRAG

  • Região Norte: Boa Vista (RR), Macapá (AP).
  • Região Centro-Oeste: Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS).
  • Outras regiões: Recife (PE), Fortaleza (CE), São Paulo (SP).

Faixas etárias mais afetadas

  • Rinovírus: Predominante entre crianças de até 2 anos.
  • Covid-19: Predominante entre idosos.
  • Regiões específicas:
    • Idosos em Fortaleza e Campo Grande.
    • Crianças em Recife.
    • Crianças e adolescentes em Boa Vista, Campo Grande e São Paulo.

Vacinação e prevenção

  • Vacinação contra a Covid-19 recomendada especialmente para grupos de risco e elegíveis.
  • A Covid-19 não apresenta sazonalidade previsível, reforçando a necessidade de prevenção contínua.

Dados estaduais da SE 46

  • Maior número de óbitos:
    • Rio de Janeiro: 4 mortes
    • Amazonas: 2 mortes
    • Pará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Paraná: 1 morte cada.
  • Estados que não atualizaram dados:
    • Bahia (BA), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR) e São Paulo (SP).

Esses dados oferecem um panorama detalhado da evolução da Covid-19 e SRAG no Brasil em 2024, destacando a necessidade de monitoramento constante e prevenção.


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