Após a declaração de vitória por forças de oposição na Síria, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu neste domingo (08/12/2024) uma transição inclusiva para a construção de um futuro estável no país. Enviado especial Geir Pedersen destacou a necessidade de preservar instituições e garantir direitos iguais a todos os cidadãos, enquanto a Comissão de Inquérito da ONU reforçou o compromisso com justiça e dignidade.
Queda do regime e cenário atual
O avanço das forças opositoras resultou na tomada das principais cidades sírias, incluindo Damasco, marcando o fim do regime do presidente Bashar al-Assad, cujo paradeiro permanece desconhecido. Após 14 anos de conflito, Guterres classificou o momento como uma oportunidade histórica para a construção de um futuro democrático e pacífico.
Prioridades para a transição
A ONU enfatizou que a soberania, unidade e integridade territorial da Síria devem ser restauradas. Pedersen apelou para uma transição que respeite os direitos de todas as comunidades e proteja os civis, reforçando a necessidade de evitar mais derramamento de sangue. Ele também pediu que as instituições permaneçam funcionais, assegurando a continuidade administrativa no país.
Diálogos internacionais
Reunido com Estados Árabes, Rússia, Turquia e Irã, Pedersen discutiu a implementação de acordos que envolvam todas as comunidades sírias. Ele também mencionou desafios relacionados à presença de grupos como o Hay’at Tahrir al-Sham, reconhecido internacionalmente como organização terrorista, mas reforçou que passos concretos para a transição democrática estão em andamento.
Esperança para o futuro
A Comissão de Inquérito da ONU afirmou que o momento marca o fim de décadas de repressão e que a libertação de prisioneiros de locais como a prisão de Sednaya é um marco simbólico para o país. O presidente da Comissão, Paulo Sérgio Pinheiro, destacou que a nova liderança deve assegurar que abusos passados não sejam repetidos.










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