Polícia de São Paulo prende suspeitos de assassinato de delator no Aeroporto de Guarulhos

A Polícia de São Paulo prendeu, no sábado (7), três indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário e delator Vinícius Lopes Gritzbach, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro. O crime, filmado pelas câmeras de segurança do aeroporto, foi cometido por dois homens armados. As investigações seguem em andamento, e os suspeitos foram levados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Apreensão de munições e celulares ocorre após a prisão de suspeitos no caso do assassinato de Vinícius Lopes Gritzbach.

A polícia de São Paulo prendeu, no último sábado (07/12/2024), três pessoas acusadas de envolvimento na execução de Vinícius Lopes Gritzbach, empresário e delator, morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia 8 de novembro. Os suspeitos foram ouvidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, e, durante as investigações, foram apreendidos munições e celulares, que passarão por perícia. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou, por meio de nota, que o caso segue sob sigilo.

Vinícius Lopes Gritzbach, que havia fechado um acordo de delação premiada com o Ministério Público (MP) de São Paulo em março de 2024, foi morto por dois indivíduos armados, conforme registrado pelas câmeras de segurança do aeroporto. O conteúdo da delação permanece confidencial, porém, em documentos encaminhados à Corregedoria da Polícia, Gritzbach denuncia policiais civis envolvidos em extorsão. Na ocasião de sua morte, Gritzbach estava transportando uma mala contendo mais de R$ 1 milhão em joias e objetos, conforme o boletim de ocorrência registrado na delegacia de Cumbica.

Este ataque não foi o primeiro contra a vida de Gritzbach. O empresário já havia sido alvo de atentados anteriores. Em 31 de outubro de 2024, oito dias antes de ser morto, ele prestou depoimento na Corregedoria. Durante sua delação, Gritzbach acusou membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, além de estar sendo investigado pela Justiça por crimes relacionados ao tráfico de drogas e assassinatos. Ele também foi apontado como responsável pelo homicídio de dois integrantes da facção em 2021.

Apesar de seu envolvimento com atividades criminosas, Gritzbach recusou-se a ingressar no programa de proteção de testemunhas do governo, o que gerou um contexto de vulnerabilidade em sua vida e pode ter contribuído para o desfecho trágico. O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que ainda buscam informações sobre os responsáveis pelo assassinato.

*Com informações da Sputnik News.


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