No dia 17 de dezembro de 2024, a Companhia Baiana de Pesquisas Minerais (CBPM), em parceria com o Jornal A Tarde, promoveu um seminário no Fera Palace Hotel, em Salvador, com o objetivo de debater a transição energética e o potencial das riquezas minerais da Bahia. O evento, que contou com a presença de diversos especialistas, representantes do governo, empresários do setor mineral, e consolidou a CBPM como uma força importante para o progresso econômico e social do estado, avalia Joaci Góes, escritor e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).
A abertura do seminário e as contribuições dos palestrantes
O seminário iniciou com a participação de Henrique Carballal, presidente da CBPM, que representou o governador Jerônimo Rodrigues. Durante o evento, especialistas como o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, e representantes de instituições como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) discutiram as estratégias para otimizar o aproveitamento das riquezas minerais do estado, alinhando-se às necessidades da transição energética e aos cuidados ambientais.
Os painéis abordaram temas como a exploração sustentável dos recursos minerais, a importância das parcerias público-privadas e as perspectivas para a Bahia como um polo estratégico na economia mineral do Brasil. Em suas intervenções, Carballal destacou que, sob sua gestão, a CBPM tem avançado na captação de investimentos e no fortalecimento do setor mineral baiano, impulsionando o desenvolvimento regional.
Desafios para o setor e soluções propostas
Um dos pontos centrais do evento foi a discussão sobre a melhoria da legislação estadual relacionada à exploração mineral. A necessidade de um alinhamento com a regulação federal foi apontada como essencial para reduzir a burocracia e acelerar os processos exploratórios e produtivos. Deputados estaduais como Eduardo Salles e Fabíola Mansur assumiram o compromisso de trabalhar para viabilizar a criação de uma legislação mais moderna e eficiente.
Além disso, o seminário recomendou a utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para transferir financiamentos ao Desenbahia, com o objetivo de facilitar o financiamento de novos projetos de mineração e acelerar a exploração de recursos minerais no estado.
A importância da CBPM para o futuro da Bahia
A atuação da CBPM, segundo os palestrantes, tem sido fundamental para o fortalecimento da economia baiana, especialmente em um contexto onde o estado enfrenta desafios significativos, como baixos índices de bem-estar social, altos índices de homicídios e déficits em educação e saúde. Apesar disso, a Bahia apresenta vastas potencialidades minerais que podem impulsionar seu crescimento econômico.
Carballal e sua equipe, incluindo o geólogo Manoel Barreto, foram destacados como protagonistas dessa nova fase da CBPM, que busca transformar os recursos minerais da Bahia em motores de desenvolvimento. O seminário foi visto como um passo importante para fortalecer a atuação do setor mineral no estado, com o apoio de políticas públicas que busquem a inclusão das comunidades afetadas pela exploração e o respeito às normas ambientais.
O contraste com a cultura e os desafios enfrentados pela gestão pública
O evento também provocou reflexões sobre o atual cenário político e cultural da Bahia. Joaci Góes, em sua análise, mencionou o contraste entre o trabalho realizado pela CBPM e a postura da Secretaria de Cultura, que foi criticada pela decisão de fechar o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), um dos mais antigos centros culturais do estado. O autor destacou a incoerência entre o apoio ao setor mineral e o descaso com as instituições culturais, sugerindo que o atual governo baiano, ao impor critérios ideológicos para o financiamento de atividades culturais, poderá ser lembrado negativamente na história.










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