Taxa de nascimento de empresas empregadoras atinge maior índice desde 2017, diz IBGE

Em 2022, o Brasil registrou a maior taxa de nascimento de empresas empregadoras desde 2017, alcançando 15,3%. Foram 405,6 mil novos negócios, empregando 1,7 milhão de assalariados. O comércio liderou os setores com mais nascimentos, seguido por alojamento e alimentação, e indústrias de transformação.
Total de novas empresas chegou a 405,6 mil, marcando o segundo ano consecutivo de crescimento.

A economia brasileira registrou um crescimento significativo na criação de empresas empregadoras em 2022. Segundo dados divulgados pelo IBGE, a taxa de nascimento de empresas empregadoras atingiu 15,3%, o maior índice desde 2017, quando foi registrado 10,9%. O total de novas empresas chegou a 405,6 mil, marcando o segundo ano consecutivo de crescimento após uma queda registrada entre 2019 e 2020.

As empresas nascidas em 2022 contrataram 1,7 milhão de assalariados, correspondendo a 4,6% do total de trabalhadores assalariados no país. O estudo aponta que o Brasil contava com 7,9 milhões de empresas ativas no período, sendo 2,6 milhões empregadoras, que empregavam cerca de 36,5 milhões de assalariados. A remuneração média foi de 2,6 salários mínimos, equivalente a R$ 3.108,66.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores liderou os nascimentos com 39,4%, seguido por alojamento e alimentação (9,9%) e indústrias de transformação (8,7%). A construção civil registrou a maior taxa de nascimento, 22,2%, evidenciando o dinamismo do setor em relação a novos empreendimentos.

A pesquisa também revelou que 92,7% das empresas nascidas em 2022 tinham entre 1 e 9 funcionários, refletindo o predomínio de pequenos negócios. Apenas 0,7% das novas empresas possuíam 50 ou mais assalariados.

No contraponto, a taxa de morte de empresas empregadoras foi de 9% em 2020, o menor índice desde 2015. Foram identificadas 210,7 mil mortes de empresas, responsáveis por empregar 774 mil assalariados à época.

O gerente de análise do IBGE, Thiego Ferreira, destacou que o perfil das empresas nascidas em 2022 é semelhante ao das já existentes, reforçando a relevância de setores como comércio e serviços na economia nacional.


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