O estado da Bahia, situado como o terceiro maior produtor de bens minerais no Brasil, atrás de Minas Gerais e Pará, está atravessando um momento de expansão na sua indústria mineral. O estado, que já é destaque na produção de vanádio e cromo, busca ampliar sua diversidade mineral, com a inclusão do grafite em seu portfólio de minérios. Este mineral, que atualmente é predominantemente produzido pela China, se alinha à crescente demanda por recursos necessários para a transição energética, com destaque para o uso em baterias e outras tecnologias relacionadas ao combate às mudanças climáticas.
Com investimentos em andamento e outros previstos, a Bahia se prepara para consolidar sua posição como um importante produtor de minerais como cobre, minério de ferro, magnesita, vanádio, ilmenita, níquel e ouro. A diversificação das fontes de produção, somada à expansão da infraestrutura logística, visa garantir que o estado se torne um centro estratégico para a mineração no Brasil.
O projeto da Ero Brasil Caraíba, localizado no Distrito de Pilar/Jaguarari, está em fase final de construção. O novo shaft, um poço vertical com 6,3 metros de diâmetro, se estenderá a 1.552,75 metros de profundidade e deve ser concluído até 2026. Este empreendimento visa expandir a produção mineral, aumentando a capacidade de extração de minérios da região.
Outro grande investimento na Bahia vem da empresa Largo, que anunciou um aporte superior a US$ 940 milhões em seu complexo minerador de vanádio e titânio em Maracás. Esse investimento inclui a construção de uma nova planta de pigmento TiO₂, com capacidade para 30 mil toneladas anuais até 2029, e a expansão da planta de ilmenita, que passará de 100 mil para 265 mil toneladas por ano até 2029. Além disso, a instalação de um segundo forno de vanádio está prevista para aumentar a produção, com projeções de 346,6 mil toneladas de pentóxido de vanádio ao longo da vida útil da mina.
A Bamin, por sua vez, está investindo na construção de um corredor logístico que inclui a Mina Pedra de Ferro, no município de Caetité, e o Porto Sul, em Ilhéus. O projeto integra a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), com extensão de 537 quilômetros, para facilitar o transporte de minério de ferro e outros produtos. O investimento total de US$ 5 bilhões será distribuído entre o Porto Sul (US$ 1,3 bilhões), a FIOL 1 (US$ 1,2 bilhões) e a Mina Pedra de Ferro (US$ 2,5 bilhões).
Além disso, o Porto Sul contará com capacidade inicial para exportar 26 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente, com possibilidade de expansão para 41 milhões de toneladas, além de suportar a exportação de grãos e importação de fertilizantes. A Bamin já investiu cerca de US$ 1,2 bilhões nos últimos 15 anos, com a conclusão de obras importantes, como a Passagem Inferior da BA-262 em 2024.
Esses investimentos, junto com a construção de novas plantas e a modernização da infraestrutura de transporte e logística, buscam garantir que a Bahia se consolide como um polo de produção mineral diversificada, com impactos diretos no desenvolvimento econômico do estado.









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