No último dia 17 de janeiro, a CBF realizou uma reunião inédita com representantes de clubes das três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino (A1, A2 e A3) e das Federações Estaduais. Durante o encontro, que se estendeu por cerca de seis horas, foi debatido o calendário de 2025 e discutidas mudanças estruturais para o futuro do futebol feminino no Brasil.
De acordo com o presidente Ednaldo Rodrigues, a reunião teve como objetivo “encontrar o melhor modelo para o futebol feminino crescer ainda mais”. Ele destacou que o aumento da quantidade de clubes e partidas nas competições nacionais e o crescimento das categorias de base são passos importantes para o desenvolvimento do esporte.
Entre as principais inovações anunciadas, destaca-se a criação da Copa do Brasil Feminina, que contará com 64 equipes. O formato de disputa será dividido em sete fases, começando com 32 clubes da divisão A3 do Campeonato Brasileiro Feminino, e culminando na final com duas equipes. Essa nova competição começa já em 2025 e promete movimentar ainda mais o cenário do futebol feminino no país.
A Supercopa Feminina, por sua vez, manterá o mesmo formato de 2024, mas, a partir de 2026, passará a ser disputada entre o campeão do Brasileiro Feminino A1 e o vencedor da Copa do Brasil Feminina. Já o Campeonato Brasileiro Feminino A1 permanecerá com 16 clubes em 2025, com ampliação progressiva para 20 clubes até 2027. No A2, a ampliação também será gradual, com a meta de chegar a 20 clubes até 2028.
O Campeonato Brasileiro Feminino A3, que serve como divisional de acesso, passará a ter uma primeira fase com 32 clubes distribuídos em 8 grupos de 4, e contará com 78 jogos, um aumento considerável em relação à temporada anterior. A partir de 2026, as equipes disputarão a primeira fase em turno e returno.
A CBF também anunciou mudanças nas competições de base. Os Campeonatos Brasileiros Femininos Sub-20 e Sub-17 terão o número de participantes ampliado para 24 clubes a partir de 2025. As competições de base também sofrerão ajustes no critério de participação, com a inclusão de clubes campeões estaduais, além de alterações no formato de disputa.
Outras iniciativas mencionadas incluem o aumento de apoio financeiro e logístico às equipes, a implementação de cotas de participação para todas as competições femininas e o fornecimento de ferramentas de análise de desempenho para os clubes. Além disso, a CBF se comprometeu a trabalhar para a formalização e profissionalização das contratações de atletas até a Copa do Mundo Feminina de 2027, com foco na evolução do esporte feminino no Brasil.
A CBF também indicou que, em breve, será divulgado o novo calendário das competições femininas para 2025, o que permitirá que clubes, atletas e outras partes envolvidas se planejem para o próximo ano.
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