Conselho de Segurança da ONU exige fim da ofensiva do M23 na República Democrática do Congo

O Conselho de Segurança da ONU condenou os avanços do grupo rebelde M23 em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, pedindo a suspensão imediata das operações. O órgão expressou preocupação com a ameaça a Goma e reafirmou apoio ao processo de mediação liderado por Angola. A exploração de recursos naturais na região foi apontada como um dos fatores que alimentam o conflito.
Em nota, os membros do Conselho reafirmaram apoio à Monusco, ressaltando o papel crucial da missão no cumprimento de seu mandato de proteção aos civis.

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram um apelo contundente pelo fim imediato das ofensivas do grupo rebelde M23 em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RD Congo). Em declaração divulgada no domingo, o órgão destacou a ameaça à cidade de Goma, enfatizando os riscos para centenas de milhares de civis na região.

Segundo relatos, os rebeldes assumiram o controle de áreas estratégicas, incluindo Masisi e Sake, o que representa uma violação do cessar-fogo acordado. O Conselho exigiu a retirada das forças do M23 e alertou para o impacto das ações armadas na busca por uma solução política pacífica por meio do processo de Luanda, mediado pelo presidente angolano João Lourenço.

O conflito, alimentado pela exploração ilegal de recursos naturais, permanece uma das principais preocupações. Especialistas apontam que minerais como ouro e tântalo, essenciais para a produção de eletrônicos e baterias, geram recursos que sustentam as operações do M23. Estima-se que a venda de minerais na área de Rubaya contribua com US$ 300 mil mensais para o grupo rebelde.

O Conselho também expressou alarme quanto às interferências em sinais de GPS, que comprometem a segurança da aviação civil e dificultam a entrega de ajuda humanitária. Além disso, ataques recentes contra forças da Missão de Paz da ONU na RD Congo (Monusco) resultaram em 13 mortos e dezenas de feridos, gerando novas condenações.

Em nota, os membros do Conselho reafirmaram apoio à Monusco, ressaltando o papel crucial da missão no cumprimento de seu mandato de proteção aos civis. O órgão reiterou que ataques contra os capacetes azuis podem resultar em sanções e serem classificados como crimes de guerra.

A declaração concluiu reafirmando o compromisso com a soberania e a integridade territorial da RD Congo, além de enfatizar a importância de esforços coordenados para alcançar uma paz duradoura na região.

*Com informações da ONU News.


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