Delação de Mauro Cid aponta Michelle e Eduardo Bolsonaro em grupo pró-golpe de Estado

Novos trechos da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, revelam que Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro integravam uma ala radical que defendia a aplicação de um golpe de Estado em 2022. A informação detalha divisões internas entre grupos que aconselhavam o ex-presidente sobre como proceder.
Michelle e Eduardo Bolsonaro são citados em delação premiada como participantes de grupo que defendia golpe de Estado em 2022.

Trechos divulgados da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicam que Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) integravam uma ala que defendia um golpe de Estado em 2022. Segundo Cid, o ex-presidente recebia conselhos de três grupos distintos sobre como proceder após o resultado das eleições.

De acordo com a delação, o grupo mais radical incluía, além de Michelle e Eduardo Bolsonaro, os senadores Magno Malta e Jorge Seif, os ex-ministros Onyx Lorenzoni e Gilson Machado, o general Mario Fernandes e outros aliados próximos. Durante a posse de Donald Trump em 2017, Michelle e Eduardo Bolsonaro estiveram em Washington e participaram de eventos promovidos por grupos conservadores, incluindo um jantar organizado por Trump no National Building Museum.

Outros dois grupos eram mencionados na delação: um considerado moderado, composto por membros das Forças Armadas da ativa, como o então ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, e o comandante do Exército, general Freire Gomes. Este grupo sugeria cautela e evitava medidas drásticas. O terceiro bloco defendia que Jair Bolsonaro aceitasse o resultado eleitoral e assumisse a liderança da oposição, sendo formado por nomes como o ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o senador Flávio Bolsonaro.

Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro expressou indignação com o que classificou como “vazamentos seletivos” da delação. Segundo os advogados, o conteúdo da colaboração tem sido amplamente divulgado na imprensa, enquanto o acesso completo ao material é negado às defesas dos investigados. A defesa reafirmou seu descontentamento com a exposição pública de informações protegidas por sigilo.

*Com informações da Sputnik News.


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