A Indonésia foi formalmente integrada ao Brics, bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A adesão foi confirmada pela presidência brasileira do grupo, que assumiu a liderança em janeiro de 2024. A entrada da Indonésia no Brics simboliza um marco na crescente participação do país nas discussões internacionais e em sua busca por um papel mais proeminente na estrutura global. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, o ingresso no bloco reflete o compromisso da nação com a cooperação multilateral e com a construção de um sistema internacional mais inclusivo e equitativo.
A candidatura da Indonésia foi aprovada durante a cúpula do Brics em 2023, realizada em Joanesburgo, na África do Sul. No entanto, o processo foi retardado devido às eleições presidenciais no país asiático, que levaram à formação de um novo governo em 2024. A confirmação da adesão aconteceu após o governo indonésio expressar oficialmente seu interesse em integrar o grupo. O comunicado indonésio também destacou o apoio fundamental da Rússia e do Brasil durante as negociações que facilitaram o ingresso do país.
A partir de 2024, o Brics se expandiu com a adesão de seis novos países: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. No entanto, a entrada da Indonésia ocorre em um momento de mudanças políticas significativas. O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, anunciou que seu país se retiraria do Brics, citando mudanças nas diretrizes da política externa sob sua administração. Milei, que se alinha com a postura política de Donald Trump, criticou as diretrizes do grupo e enfatizou sua intenção de adotar uma política comercial mais voltada para os interesses dos Estados Unidos.
O fortalecimento do Brics, com a inclusão da Indonésia, é visto como uma resposta estratégica ao crescente poder do G7 e das economias ocidentais. O jornal francês Le Figaro observa que o bloco se torna um contrapeso importante na arena internacional, refletindo uma tendência de reconfiguração das alianças globais.
As prioridades para a presidência brasileira do Brics em 2025 incluem o fortalecimento da cooperação entre os países do Sul Global, a reforma das instituições multilaterais e o desenvolvimento de mecanismos de pagamento para facilitar o comércio entre os membros, sem a necessidade do dólar americano. No entanto, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou ameaças de impor tarifas de 100% aos países do grupo, caso estes tentem enfraquecer o domínio do dólar nas transações internacionais.
*Com informações da RFI.











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