Ministério Público denuncia policiais por homicídio de funcionário da Embasa em Salvador

O Ministério Público da Bahia denunciou três policiais militares pelo homicídio de Welson Figueredo Macedo, ocorrido em julho de 2024 no bairro Castelo Branco, em Salvador. Os acusados são investigados por homicídio qualificado e fraude processual. O órgão solicitou à Justiça medidas cautelares contra os denunciados.
Os acusados são investigados por homicídio qualificado e fraude processual.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) apresentou à Justiça, em 18 de dezembro de 2024, denúncia contra os policiais militares Cláudio Alves dos Prazeres Júnior, Igor Portugal da Fonseca e Rafael Vieira da Silva pelo homicídio de Welson Figueredo Macedo. A vítima, funcionário terceirizado da Embasa, foi morta em 9 de julho de 2024 no bairro Castelo Branco, em Salvador. Os policiais foram acusados de homicídio qualificado, cometido sem possibilitar a defesa da vítima, e poderão também responder por fraude processual.

De acordo com a denúncia, Welson foi atingido por um disparo de carabina nas costas, que causou um traumatismo abdominal fatal. Testemunhos e imagens de câmeras de segurança desmentem a versão apresentada pelos policiais, que alegaram que a vítima estava armada e envolvida em um tiroteio. As provas indicam que Welson, que retornava do trabalho, não portava arma nem tinha ligação com os suspeitos de roubo perseguidos pela guarnição policial.

O MPBA afirmou que, após o disparo, os policiais alteraram a cena do crime, removendo a bolsa e a motocicleta da vítima, deslocando a viatura policial e inserindo uma arma de fogo para simular um confronto. A perícia realizada não identificou vestígios de pólvora nas mãos da vítima, reforçando a versão de que Welson não estava armado.

Além do pedido de afastamento cautelar dos policiais do policiamento ostensivo por 180 dias, o MPBA requereu a proibição de acesso ao bairro onde ocorreu o crime e contato com testemunhas e familiares da vítima durante a instrução processual. O processo está em tramitação no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, que avaliará as medidas solicitadas.

Por ser considerado um delito militar, o caso de fraude processual será analisado por uma Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial para a adoção de providências legais cabíveis.


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