Em entrevista concedida nesta quinta-feira (23/01/2025), o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se pronunciou sobre o plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi alvo de investigações da Polícia Federal (PF). Bolsonaro afirmou que, ao tomar conhecimento da trama, não viu a menção direta aos nomes dos alvos no plano e pediu que as pessoas responsáveis pela sua elaboração se responsabilizassem.
Segundo Bolsonaro, a informação sobre o plano foi revelada por meio da imprensa e tratou a ideia como uma “impossibilidade”. “Isso está na conta do general Mario e, pelo que fiquei sabendo, não está lá no plano o nome dos três lá, dá a entender que são eles. […] Você vai sequestrar e envenenar? Os cara vivem com N seguranças, era um clima impossível”, declarou. As declarações de Bolsonaro foram dadas durante uma entrevista à CNN Brasil, onde o ex-presidente também comentou sobre as repercussões do caso.
Investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram que, em um HD externo apreendido com o general Mario Fernandes, havia um documento que detalhava opções de assassinato para Lula, Alckmin e Moraes, incluindo armas específicas como a metralhadora M249, um lança-granadas e um lança-mísseis AT4. O documento também sugeria métodos como o envenenamento para executar o então presidente eleito, Lula.
Em relação às investigações que envolvem a tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi questionado sobre sua possível prisão, diante das acusações que pesam contra ele e outros 36 envolvidos. O ex-presidente rebateu, dizendo que “qualquer um pode ser preso sem motivo nenhum” nos tempos atuais. Bolsonaro também criticou a prisão preventiva do general Walter Braga Netto, alegando que o militar foi detido devido a sua tentativa de interferir nas investigações.
Em sua entrevista, o ex-presidente afirmou que, mesmo diante da possibilidade de prisão, não fugirá do Brasil.
“Eu não vou fugir do Brasil. Eu podia ter ficado lá quando fui para os Estados Unidos. Quando fui à posse do Milei poderia ter ficado”, afirmou Bolsonaro, reafirmando sua disposição de enfrentar as investigações de forma legal.
*Com informações da Sputnik News.
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