O dia 27 de janeiro, designado pela ONU como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, marcou em 2025 um evento de grande relevância, por coincidir com o 80º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Localizado na Polônia e operado pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, Auschwitz tornou-se um dos símbolos mais emblemáticos da atrocidade que foi o Holocausto. Neste contexto, representantes dos Estados-membros da ONU, junto ao presidente da Assembleia Geral e ao secretário-geral, participaram de uma cerimônia marcada pelo lema “Memória do Holocausto e educação para a dignidade e os direitos humanos”.
Em Nova Iorque, sobreviventes do Holocausto tiveram a oportunidade de compartilhar seus relatos, transmitindo testemunhos emocionantes sobre os horrores vividos durante o período da perseguição nazista. Durante o evento, foi lembrado o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus, além de milhões de outras vítimas, incluindo povos Roma e Sinti, pessoas com deficiência e indivíduos que sofreram tortura, escravização e morte sob o regime nazista.
Em uma mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, abordou a importância de recordar não apenas os judeus, mas também todas as comunidades que foram alvo do regime de ódio. Ele reiterou o compromisso da ONU com as vítimas do Holocausto, seus sobreviventes e suas famílias, afirmando que a memória sobre os eventos de Auschwitz e outros campos de concentração é fundamental para garantir que tal genocídio nunca seja esquecido. Para Guterres, permitir que o Holocausto desapareça da memória coletiva seria um desrespeito ao passado e uma traição ao futuro.
Além disso, o secretário-geral destacou que o antissemitismo, o racismo e a discriminação em geral continuam a crescer em várias partes do mundo. Guterres apontou que as mentiras e o ódio que alimentaram o genocídio nazista ainda têm ecos nos dias atuais. Ele ressaltou, também, a preocupação com os esforços em algumas esferas para revisar ou até mesmo inocentar os responsáveis pelos crimes do regime nazista, o que representa um risco para a preservação da verdade histórica.
O tema das comemorações de 2025, refletindo o estado atual dos direitos humanos, foi também destacado. Para Guterres, a luta pela memória do Holocausto é uma forma de resistência contra os ataques diários à dignidade humana em diversas partes do mundo. Ele lembrou que o Holocausto ilustra o que pode ocorrer quando o ódio, a desumanização e a apatia prevalecem, e que, portanto, a lembrança desse período é uma salvaguarda contra os males que podem retornar.
A data também se torna um ponto importante para se refletir sobre a crescente manipulação da memória histórica. Nas redes sociais, este 27 de janeiro foi uma oportunidade para promover discussões sobre o Dia Internacional, destacando a relevância da educação e da conscientização sobre os direitos humanos e a memória coletiva. O evento global reforça o compromisso da comunidade internacional em educar as futuras gerações sobre as lições do Holocausto, para evitar a repetição de tais atrocidades.
*Com informações da ONU News.
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