O governo de Uganda confirmou, nesta quinta-feira (30/01/2025), a ocorrência de um surto do vírus Sudão, classificado na mesma família do Ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o cenário epidemiológico e anunciou a liberação de US$ 1 milhão de seu Fundo de Contingência para Emergências, além da mobilização de especialistas para auxiliar as autoridades locais no controle da doença.
O primeiro caso confirmado é de uma enfermeira do Hospital Nacional de Referência de Mulago, em Kampala, que faleceu em decorrência da infecção. As autoridades sanitárias identificaram 45 contatos diretos, incluindo profissionais de saúde e familiares, que estão sob monitoramento. A OMS ressaltou que a detecção do caso em uma área urbana exige resposta rápida para evitar a disseminação do vírus.
Atualmente, não há vacinas aprovadas para a doença do vírus Sudão. No entanto, a OMS está coordenando esforços com fabricantes para a implementação de imunizantes em desenvolvimento, assim que todas as autorizações regulatórias forem concedidas.
Uganda tem experiência na contenção de surtos da doença. Desde a primeira ocorrência registrada, foram oito surtos confirmados, sendo cinco no próprio país e três no Sudão. As taxas de letalidade variaram entre 41% e 100%. A diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, destacou a importância da pronta notificação do surto, permitindo a adoção de medidas para identificar rapidamente novos casos, conter a propagação do vírus e proteger a população.
O vírus Sudão pertence ao gênero Orthoebolavirus e pode causar quadros graves em humanos e primatas. A última epidemia registrada em Uganda ocorreu em 2022.
*Com informações da ONU News.









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