O Governo da Bahia destinou R$ 510 milhões para a alimentação escolar da rede estadual de ensino em 2025, promovendo a inclusão de produtos da agricultura familiar no cardápio das unidades escolares. O investimento fortalece o setor produtivo rural e amplia as oportunidades para cooperativas e associações que fornecem alimentos por meio de programas institucionais.
A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) tem atuado diretamente com os empreendimentos da agricultura familiar para facilitar o acesso a esse mercado. Em reunião realizada com agentes de comercialização, foram discutidas estratégias para ampliar a participação dos agricultores no fornecimento de alimentos para as escolas. A secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, destacou que a ampliação do investimento fortalece a economia rural e contribui para a segurança alimentar dos estudantes.
Na rede estadual, são servidas aproximadamente 30 milhões de refeições por mês em 1.754 unidades escolares, incluindo escolas regulares, anexos e Escolas Famílias Agrícolas (EFA). Entre os produtos adquiridos da agricultura familiar estão flocão de milho não transgênico, beiju, biscoitos, broa de milho, aipim, sucos, achocolatado em pó e carne de caprino, provenientes de agroindústrias apoiadas pela CAR. Em 2024, o governo estadual investiu R$ 445 milhões na alimentação escolar, sendo R$ 345 milhões do orçamento estadual e R$ 100 milhões do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressaltou que a ampliação da participação da agricultura familiar na alimentação escolar permite não apenas garantir refeições para os estudantes, mas também fortalecer a produção rural. O volume de produtos adquiridos pelo programa tem crescido anualmente, estimulando a organização de cooperativas e associações que atendem à demanda das escolas.
A presidente da Copirecê, Zene Vieira, afirmou que a expectativa para 2025 é expandir o atendimento a novas unidades escolares. Atualmente, a cooperativa fornece alimentos para mais de 12 municípios do território de Irecê, além de escolas na Região Metropolitana de Salvador, Chapada Diamantina, Piemonte, Baixo Sul e Paulo Afonso. Em 2024, a Copirecê entregou cerca de 300 toneladas de flocão de milho não transgênico para escolas estaduais e municipais, volume que pode aumentar nos próximos anos.
As cooperativas destacam que a logística para distribuição dos alimentos tem sido aperfeiçoada, permitindo que produtores familiares alcancem um maior número de escolas. O PNAE tem sido um dos principais canais de comercialização para essas organizações, proporcionando crescimento para o setor e contribuindo para o abastecimento das unidades escolares com alimentos produzidos localmente.







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