A bancada evangélica no Congresso Nacional, uma das maiores da Casa, irá eleger um novo líder nesta terça-feira (25/02/2025), após um racha inédito dentro do grupo. A disputa acontece em meio a divergências políticas que envolvem a posição da bancada em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha, que será feita por meio de votação, marca uma fragmentação crescente da frente parlamentar evangélica, que conta com 246 deputados e senadores.
Tradicionalmente, a liderança da bancada evangélica era escolhida por aclamação. No entanto, as diferenças internas impediram a construção de uma candidatura de consenso. A eleição será realizada com cédulas, com a contagem sendo feita por um membro indicado pelo atual presidente da bancada, Silas Câmara. Três deputados se candidataram para o cargo de liderança: Otoni de Paula (MDB-RJ), Greyce Elias (Avante-MG) e Gilberto Nascimento (PSD-SP).
Otoni de Paula, vinculado à Assembleia de Deus e apoiado por Silas Câmara, tem se distanciado de Jair Bolsonaro e feito aproximações com o governo Lula. Greyce Elias, representante da igreja Sara Nossa Terra, é vista como uma figura de centro, enquanto Gilberto Nascimento, também da Assembleia de Deus, é identificado como mais conservador e com aproximações com o grupo de Bolsonaro e do pastor Silas Malafaia.
O resultado da eleição será um fator decisivo para o alinhamento da bancada com o Planalto. Caso Otoni de Paula seja eleito, a bancada pode se tornar uma aliada política importante do governo Lula, enquanto uma vitória de Gilberto Nascimento poderia resultar em uma oposição mais enfática ao governo. As tensões nos bastidores aumentaram nos últimos dias, com acusações trocadas entre Otoni de Paula e Gilberto Nascimento, especialmente no que diz respeito ao papel de Malafaia e Bolsonaro na atuação da bancada.
Em 2023, a bancada já havia enfrentado divisões políticas que resultaram em um processo eleitoral conturbado, onde um impasse entre Eli Borges (PL-TO) e Silas Câmara (Republicanos-AM) levou à anulação da eleição pelo presidente da bancada na época, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
*Com informações da Sputnik News.








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