O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, diante de uma possível taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o Brasil seguirá o princípio da reciprocidade. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, Lula destacou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para produtos importados e que, caso os Estados Unidos aumentem suas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil também aplicará tarifas sobre produtos norte-americanos.
“O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”, declarou o presidente.
Lula afirmou que, para o Brasil, o ideal seria uma redução nas taxas de imposto tanto por parte dos Estados Unidos quanto do Brasil. No entanto, reiterou que o país tomará medidas de contrapartida caso o governo norte-americano decida aumentar suas tarifas. O presidente também ressaltou que a questão não deve ser ideológica, mas sim pragmática, e defendeu a restauração da diplomacia e da harmonia entre os países.
Em relação ao governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o país está se isolando internacionalmente e que, por mais que seja uma potência, não pode manter uma postura agressiva com todos os outros países. O presidente brasileiro também destacou a abertura de 303 novos mercados para produtos brasileiros desde o início do atual governo, reforçando a importância das boas relações comerciais para o país.
Ainda na entrevista, Lula criticou as “bravatas” do presidente Donald Trump, lembrando que o líder norte-americano, durante sua campanha, fez declarações controversas, como a intenção de anexar o Canadá ou reocupar o Canal do Panamá. Lula afirmou que o Brasil não deve se preocupar com essas declarações, pois, segundo ele, “ninguém pode viver de bravata a vida inteira”.
O presidente também se referiu ao aumento das deportações de brasileiros dos Estados Unidos, afirmando que o governo brasileiro estará preparado para receber os cidadãos deportados. Lula detalhou que o Brasil está organizando um sistema para garantir que os deportados cheguem ao seu destino final com dignidade, oferecendo, quando necessário, assistência médica. Ele frisou que os brasileiros deportados não devem ser tratados como casos de deportação, mas sim como repatriação, já que, segundo o presidente, muitos imigrantes estão em busca de melhores condições de vida e não conseguiram regularizar sua situação no país norte-americano.
Em janeiro deste ano, um voo com 88 brasileiros deportados foi recebido no Brasil, e o presidente Lula tomou medidas para assegurar que os cidadãos fossem tratados com respeito e sem algemas, após relatos de maus-tratos durante o voo. O Brasil, desde 2018, tem realizado voos de repatriação para agilizar o retorno de cidadãos brasileiros detidos nos Estados Unidos por imigração irregular.
*Com informações da Agência Brasil.
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