Dívida Pública Federal registra queda de 0,87% em janeiro de2 025 e fica abaixo de R$ 7,3 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou uma redução de 0,87% em janeiro de 2025, atingindo o valor de R$ 7,253 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O recuo é resultado, principalmente, dos vencimentos de títulos prefixados e da queda no endividamento externo.

Em comparação com dezembro de 2024, quando o estoque da dívida alcançou R$ 7,316 trilhões, a queda registrada reflete uma estabilização da dívida pública federal, com a redução do estoque tanto no mercado interno quanto externo. Em junho de 2024, a DPF superou pela primeira vez a marca de R$ 7 trilhões, mas a redução em janeiro permanece dentro da estimativa estabelecida para 2025, que projeta um fechamento entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) caiu 0,23% no período, passando de R$ 6,967 trilhões em dezembro para R$ 6,176 trilhões em janeiro. Esse desempenho é atribuído ao resgate de R$ 79,97 bilhões em títulos, com destaque para os papéis prefixados. Apesar da queda, o governo registrou a apropriação de R$ 63,97 bilhões em juros, o que contribuiu para pressionar o endividamento do país.

O Tesouro Nacional também emitiu R$ 145,39 bilhões em títulos da DPMFi, o maior volume desde maio de 2024. Contudo, o resgate de R$ 255,28 bilhões, impulsionado pelo vencimento de papéis, contrabalançou a emissão, resultando em uma redução líquida do estoque da dívida.

No mercado externo, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 13,57%, passando de R$ 349,19 bilhões em dezembro para R$ 301,81 bilhões em janeiro. A queda foi impulsionada pelo vencimento de cerca de US$ 5 bilhões no final de janeiro e pela desvalorização do dólar.

A reserva financeira destinada a cobrir vencimentos da dívida, conhecida como colchão da dívida, sofreu uma redução de R$ 860 bilhões em dezembro para R$ 744 bilhões em janeiro. Essa queda reflete o alto volume de resgates líquidos no período, mas ainda representa uma cobertura de 6,72 meses de vencimentos da dívida pública.

O perfil da dívida pública também apresentou mudanças. A participação dos papéis prefixados caiu de 21,99% para 20,15%, enquanto a participação dos papéis corrigidos pela Selic subiu de 46,29% para 47,98%. Já a fatia dos títulos indexados à inflação passou de 26,96% para 27,72%, enquanto o peso da dívida externa no total caiu de 4,76% para 4,15%.

Em relação ao prazo médio da dívida, houve uma ligeira elevação de 4,05 anos para 4,11 anos, o que pode indicar um aumento na confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos.

Por fim, os detentores da dívida pública interna continuam sendo em sua maioria instituições financeiras, com 29,1% do estoque, seguidos por fundos de pensão (24,4%) e fundos de investimento (22,1%). A participação de não residentes (investidores estrangeiros) caiu de 10,2% para 9,9% em janeiro.

*Com informações da Agência Brasil.


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