Nesta segunda-feira (10/02/2025), o empresário Elon Musk, acompanhado por um grupo de investidores, formalizou uma oferta de US$ 97,4 bilhões (aproximadamente R$ 563 bilhões) para a aquisição da OpenAI, segundo o jornal The Wall Street Journal. A proposta foi apresentada pelo advogado de Musk, Marc Toberoff, ao conselho da empresa.
Em declaração divulgada pela imprensa, Musk afirmou que a OpenAI deve “retornar à força de código aberto e focada em segurança que sempre foi”, reforçando a intenção de reverter a privatização da tecnologia. O posicionamento ocorre em meio a divergências entre o bilionário e o CEO da OpenAI, Sam Altman, que liderou a transformação da empresa de uma organização sem fins lucrativos para um modelo comercial.
A OpenAI, cofundada por Musk em 2015, ganhou projeção global após o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, alcançando seu primeiro milhão de usuários em menos de uma semana. Desde então, a empresa ampliou seus investimentos em modelos de IA generativa, atraindo grandes aportes financeiros e se consolidando como uma das principais desenvolvedoras do setor.
A resposta de Altman à proposta de aquisição veio por meio da plataforma X, onde ironizou a oferta, afirmando: “Não, obrigado, mas compraremos o Twitter por US$ 9,74 milhões se você quiser”, em referência à rede social adquirida por Musk e posteriormente renomeada.
O anúncio da proposta ocorre poucas semanas após o lançamento da DeepSeek, modelo de inteligência artificial de código aberto desenvolvido na China, que impactou o mercado global e derrubou as ações de empresas de tecnologia nos Estados Unidos. A iniciativa chinesa permitiu acesso livre às metodologias de treinamento de IA, contrastando com a abordagem da OpenAI, que mantém suas técnicas sob sigilo comercial.
Especialistas apontam que a concentração da economia digital global em grandes empresas tem reforçado a competição entre países e corporações pelo controle das tecnologias emergentes. O crescimento acelerado da IA demanda computação de alto desempenho, elevados investimentos financeiros e consumo intensivo de energia, elevando as barreiras para novos concorrentes no setor.
Além da proposta pela OpenAI, Musk voltou a ser alvo de especulações sobre uma possível aquisição do TikTok nos Estados Unidos, após rumores divulgados pela Bloomberg indicarem que autoridades chinesas cogitavam transferir a gestão da plataforma no país para o empresário. No entanto, no último sábado (08/02/2025), Musk negou qualquer interesse na negociação, e o TikTok classificou as informações como “pura ficção”.
O tema ganha relevância no contexto da legislação assinada pelo então presidente Joe Biden, em abril de 2024, exigindo que a ByteDance, controladora do TikTok, transfira suas operações para uma empresa norte-americana ou enfrente um possível banimento nos EUA. Com a posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, a decisão foi levada à Suprema Corte, ampliando a incerteza sobre o futuro da plataforma no país.
A proposta de aquisição da OpenAI e as tensões em torno do TikTok refletem um cenário de disputa entre governos e corporações pelo domínio das tecnologias de inteligência artificial e redes sociais. O desdobramento das negociações pode redefinir o equilíbrio de poder no setor, impactando a governança da economia digital nos próximos anos.
*Com informações da Sputnik News.










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