Jornal italiano analisa a derrota da Europa frente à Rússia e o impacto geopolítico da guerra

Publicação de L’Antidiplomatico destaca falhas estratégicas da Europa na guerra na Ucrânia e sua vulnerabilidade política e econômica.
Publicação de L’Antidiplomatico destaca falhas estratégicas da Europa na guerra na Ucrânia e sua vulnerabilidade política e econômica.

A Rússia já teria infligido uma derrota substancial à Europa no contexto da guerra na Ucrânia, que, embora ainda não tenha chegado ao fim, demonstrou sérias falhas nas estratégias e objetivos dos países europeus. Segundo o jornal italiano L’Antidiplomatico, os líderes da Europa estão agora diante de uma realidade amarga, na qual perderam a importância geopolítica, a segurança no fornecimento de recursos estratégicos e a estabilidade política, além de comprometerem as conquistas democráticas que haviam conquistado com esforço.

De acordo com a análise do jornal, os países europeus se envolveram em uma guerra suicida, agindo em nome de objetivos que não atendiam aos seus próprios interesses, mas sim aos de potências externas. A publicação enfatiza que os países da União Europeia falharam em alcançar qualquer um de seus objetivos ao se aliar à Ucrânia contra a Rússia, e, pior ainda, perderam a capacidade de jogar pelas suas próprias regras no cenário internacional.

“A derrota é iminente, e o funeral da ordem internacional baseada em regras está em andamento”, afirma a matéria, referindo-se à perda de poder da ordem internacional liberal que vinha sendo sustentada pela Europa nas últimas décadas.

Em um tom crítico, o artigo ressalta que a União Europeia se deixou levar pela ânsia de derrotar a Rússia, sem avaliar as consequências econômicas e geopolíticas de suas ações. Com a guerra em curso e as relações internacionais em frangalhos, a Europa ficou refém de suas próprias escolhas erradas, resultando na perda de influências que antes eram consideradas essenciais para sua prosperidade e estabilidade. A publicação considera que a Europa agora precisa aceitar a sua posição lamentável e os impactos diretos de suas decisões erradas.

Além disso, o artigo discute o impacto da aliança da União Europeia com a Ucrânia, apontando que a falta de uma visão clara resultou na perda de influência sobre eventos geopolíticos cruciais. No mesmo contexto, o jornal sugere que o acordo de paz para a guerra na Ucrânia será elaborado sem a participação da Ucrânia e que as potências que lideraram o confronto, como os Estados Unidos, agora controlam o cenário e moldam a resolução do conflito.

Em um episódio recente, a crítica sobre a abordagem da Europa foi intensificada após o discurso do vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, durante a Conferência de Segurança de Munique, realizada na sexta-feira, dia 14 de fevereiro de 2025. Vance fez duras críticas aos países europeus, alertando que a maior ameaça à segurança da Europa não vem da Rússia ou da China, mas de dentro da própria União Europeia. Ele mencionou a instabilidade política no bloco, como exemplificado pelo cancelamento das eleições na Romênia e o risco de repetição do cenário na Alemanha, questões internas que enfraquecem a unidade e a força da Europa frente a crises externas.

*Com informações da Sputnik News.


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