A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou neste mês de fevereiro de 2025 que lidera um projeto de expansão da infraestrutura global de internet com a instalação de 50 mil quilômetros de cabos submarinos. O investimento, estimado em bilhões de dólares, visa melhorar a conectividade digital entre diversos continentes, abrangendo regiões como Estados Unidos, Brasil, África do Sul, Índia e outros países.
Importância dos Cabos Submarinos na Conectividade Global
Atualmente, cerca de 99% do tráfego global de dados depende de cabos submarinos, que constituem uma infraestrutura crítica para telecomunicações e transmissão de informações em alta velocidade. No mundo, existem aproximadamente 450 redes submarinas com extensão total de 1,2 milhão de quilômetros. O mercado é dominado por quatro empresas principais: SubCom (EUA), Alcatel Submarine Networks (França), Nippon Electric Company (Japão) e HMN Technologies (China).
Diante da crescente demanda por infraestrutura de dados, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA), a Meta optou por desenvolver sua própria rede de conexão. A expectativa é que o tráfego digital global aumente exponencialmente nos próximos anos, exigindo investimentos em soluções que garantam maior capacidade e estabilidade na transmissão de informações.
Concorrência na Inteligência Artificial: Musk Lança Grok 3
Enquanto a Meta foca na infraestrutura digital, outras grandes empresas de tecnologia disputam avanços no campo da inteligência artificial. Na terça-feira (18/02), a empresa xAI, de Elon Musk, lançou o Grok 3, nova versão de seu chatbot de IA, visando competir com OpenAI e DeepSeek, da China.
Musk afirmou que o Grok 3 possui dez vezes mais capacidade computacional em relação à versão anterior e que sua tecnologia permitirá uma maior precisão e eficiência na interação com os usuários. O mercado de IA tem se tornado um dos segmentos mais competitivos no setor de tecnologia, impulsionado por investimentos de empresas como Google, Microsoft, Meta e Apple.
Impactos e Perspectivas
O projeto da Meta reforça a tendência das big techs de buscarem autonomias em infraestrutura, diminuindo a dependência de fornecedores tradicionais. A iniciativa também representa um passo estratégico na disputa global por liderança em tecnologia e conectividade.
Enquanto isso, a competição no setor de inteligência artificial se intensifica, com investimentos crescentes e inovações que prometem remodelar a forma como a sociedade interage com a tecnologia nos próximos anos.










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