O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (04/02/2025) que a expectativa é de uma redução nos preços dos alimentos nos próximos meses, devido à recente queda do dólar e à projeção de uma safra recorde em 2025. Segundo o ministro, a desvalorização do dólar, que caiu de R$ 6,10 para R$ 5,80, já representa um alívio significativo para a economia brasileira e pode ajudar na diminuição da pressão sobre os preços dos produtos alimentícios.
Haddad se mostrou otimista em relação à safra deste ano, destacando relatos positivos provenientes do setor agropecuário. De acordo com o ministro, a previsão é de uma safra robusta, o que contribuiria para a redução da inflação alimentícia. Ele enfatizou que o setor agropecuário tem um papel crucial na estabilização dos preços, particularmente no contexto atual, em que variáveis como o câmbio e a inflação têm mostrado sinais de acomodação em patamares mais favoráveis.
A análise do ministro foi feita em resposta à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que, em sua última reunião, destacou o “cenário adverso” para os preços dos alimentos no médio prazo, apontando que a estiagem do ano anterior e a alta nos preços das carnes, particularmente em razão do ciclo do boi, haviam contribuído para a elevação dos preços. A ata também alertou para a possibilidade de a inflação de alimentos continuar pressionada no futuro próximo.
Além disso, Haddad mencionou os esforços do governo para reduzir a pressão fiscal sobre a economia. O governo, em conjunto com o Congresso Nacional, tem adotado medidas de contenção de despesas, com o objetivo de evitar uma sobrecarga no Orçamento e minimizar os impactos fiscais na política monetária. A redução de R$ 30 bilhões no Orçamento visa a manter a estabilidade fiscal e ajudar na acomodação da política monetária do Banco Central.
Em relação à inflação, o Copom prevê que ela permanecerá acima da meta do Banco Central até junho deste ano, configurando um possível “descumprimento da meta” do novo modelo de metas contínuas. De acordo com o regime vigente, a meta de inflação para 12 meses é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso a inflação ultrapasse esse limite por mais de seis meses consecutivos, configura-se o descumprimento da meta. Para Haddad, esse modelo de metas contínuas proporciona uma maior flexibilidade na condução da política monetária, permitindo que o Banco Central adote medidas mais ajustadas à realidade econômica.
*Com informações da Agência Brasil.
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