Ministro Fernando Haddad defende ampliação do Plano Safra como medida para conter a inflação dos alimentos

Ministro da Fazenda destaca a importância do Plano Safra para a estabilidade dos preços dos alimentos no país.
Ministro da Fazenda destaca a importância do Plano Safra para a estabilidade dos preços dos alimentos no país.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a primeira ação do governo para conter a inflação dos alimentos é a ampliação do Plano Safra, que oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas aos produtores rurais. Durante entrevista ao ICL Notícias, ele destacou que a produção agrícola robusta e a estabilização do câmbio são fatores essenciais para a redução dos preços no mercado interno.

Expansão do Plano Safra e impacto na economia

Haddad ressaltou que o governo pretende lançar um novo Plano Safra assim que o orçamento for aprovado, garantindo a continuidade do apoio ao setor agropecuário. Segundo ele, o governo já bateu recordes nos planos de 2023 e 2024 e busca repetir o feito em 2025, promovendo um crescimento sustentável da produção agrícola sem comprometer o meio ambiente.

O ministro apontou que a seca e as enchentes de 2024, somadas à manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e ao impacto do câmbio, foram fatores determinantes para a alta da inflação. Para ele, o governo precisa atuar para mitigar esses efeitos, garantindo que a produção agrícola permaneça estável e que o abastecimento interno não seja prejudicado.

Com a previsão de uma safra recorde a partir do final de fevereiro, Haddad destacou que a oferta de alimentos deve aumentar, contribuindo para a queda dos preços. Além disso, mencionou que a desvalorização do dólar diante da recuperação econômica brasileira também pode auxiliar na redução da inflação.

Diversificação agrícola e mudanças climáticas

Outra estratégia citada pelo ministro é a descentralização da produção agrícola para diferentes regiões do país. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, vem incentivando a expansão de culturas agrícolas para novos estados, reduzindo a dependência de uma única localidade. O arroz foi citado como exemplo de um produto cuja produção está sendo ampliada para outras regiões, a fim de minimizar os impactos da crise climática sobre a oferta de alimentos.

Orçamento e desafios na aprovação

Haddad criticou a demora na aprovação do orçamento pelo Congresso, apontando que a indefinição afeta a continuidade do subsídio aos produtores rurais. O Ministério da Fazenda encaminhou um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando respaldo técnico e legal para a retomada das linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025.

O ministro alertou que a manutenção dos juros elevados torna as políticas de subsídio essenciais para pequenos e médios produtores. Sem um orçamento aprovado, o governo enfrenta dificuldades para garantir a continuidade desses incentivos, o que pode comprometer a produção agrícola.

Críticas ao governo anterior

Durante a entrevista, Haddad também criticou a gestão financeira do governo anterior, alegando que houve uso descontrolado de recursos públicos no período eleitoral de 2022. Segundo ele, essa prática resultou na perda de controle dos gastos, diferentemente do que ocorre atualmente, com um esforço para melhorar a gestão de programas sociais e garantir a sustentabilidade fiscal.

O ministro enfatizou que o governo busca assegurar que os benefícios sociais se tornem políticas de Estado permanentes, sem risco de descontinuidade em futuras gestões.

*Com informações da Agência Brasil.


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